Eleitor precisa de objetividade
Não há candidato a algum cargo público no Brasil que não levante a bandeira do combate ao analfabetismo ou a da erradicação da pobreza. Mas os planos de governo podem servir de instrumento para o eleitor saber de que forma os candidatos pretendem colocar na prática as intenções. A opinião é do cientista político João Paulo Peixoto, da Universidade de Brasília. ''São peças essenciais para o eleitor decidir seu voto. Para ver se o candidato não está propondo mais do que pode ou se um deputado estadual não está sugerindo mudar a Constituição Federal'', afirma ele. ''E o eleitor precisa de objetividade. Não adianta o sujeito querer colocar a felicidade na lei. Para começar, o que é felicidade?'', reforça Peixoto.
Em 2010, os planos de governo ganharam ainda outra importância: a Justiça Eleitoral aprovou uma resolução na qual torna obrigatória a apresentação do documento logo no momento em que o partido político protocola o pedido de registro de candidatura. A regra repercutiu, principalmente por conta do episódio protagonizado pela presidenciável Dilma Rousseff (PT), que trocou o plano depois que uma primeira versão já tinha sido levada ao Tribunal Superior Eleitoral. ''Afinal de contas, o plano é o que foi entregue ou o que foi substituído?'', critica ele. (C.S.)





