Eleitor não se entusiasma porpropaganda na TV
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de agosto de 2006
Eduardo Nunomura<br> Agência Estado 
São Paulo - Elemento central para os coordenadores de campanha, o horário eleitoral está em xeque nestas eleições. Especialistas de marketing político têm-se debruçado sobre o poder dos programas gratuitos do rádio e da TV e já discutem se essa fórmula não tem dado sinais de desgaste. ''Eleição no Brasil está se tornando rotineira e a vitória de Lula em 2002 enterrou a idéia de que haverá uma grande mudança'', diz Luís Felipe Miguel, professor da Universidade de Brasília. ''E com programas tão pasteurizados pelo marketing, fica difícil surpreender.''
Os dados de audiência nas eleições de 2002 e 2004 mostram que três quartos das TVs estão desligadas no horário eleitoral da tarde. À noite, metade fica ligada. Na quinta eleição presidencial consecutiva, debates, entrevistas e a intensa cobertura jornalística viraram alternativas para informar o eleitor e até definir a agenda de campanha dos candidatos.
Para a socióloga Fátima Pacheco Jordão, essa quantidade de informações faz o eleitor ver a propaganda política com olhar mais crítico. ''Mesmo na baixa renda, o horário eleitoral tem peso importante, mas não tanto quanto no passado. Muitos vão preferir ver os debates.''


