Eleitor maringaense não treina em urna eletrônica
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quinta-feira, 03 de setembro de 1998
Lucinéia Parra 
A Justiça Eleitoral de Maringá está preocupada com os eleitores que não se interessam em aprender o sistema de votação através da urna eletrônica. Dos 188 mil eleitores, a estimativa é de que apenas 65 mil fizeram o teste de aprendizado nas urnas eletrônicas. O treinamento tem prazo previsto até o dia 20 deste mês, mas pode se encerrar no dia 15 para que a Justiça Eleitoral inicie os preparativos da eleição.
A maioria dos eleitores resistentes ao aprendizado é humilde e semi-analfabeta. O medo da máquina parece ser maior que a vontade de aprender a votar e com isso, muitos dos eleitores maringaenses estão passando longe dos locais de treinamentos. De acordo com o coordenador da campanha de divulgação da urna eletrônica, Antônio Arnóbio de Barros Lisboa, muitas pessoas, ao serem convidades a realizar o teste, afirmam que já conhecem o sistema e nem se aproximam da urna. Ele afirma que na maioria das vezes, estas pessoas na verdade não têm nem idéia de como funciona a urna eletrônica, mas por receio, desconfiança e até mesmo medo da máquina, elas afirmam que já praticaram e já sabem o processo de votação eletrônica.
Para evitar um elevado número de votos nulos em consequência da falta de conhecimento dos eleitores sobre como proceder na urna eletrônica, a Prefeitura de Maringá e a Associação Comercial Industrial de Maringá (Acim) estão colaborando com a Justiça Eleitoral. A prefeitura está cedendo três kombis que percorrem os bairros periféricos da cidade nos finais de semana levando duas urnas eletrônicas para treinamentos. As kombis ficam estacionadas nos locais de maior concentração popular. Já a Acim recrutou voluntários para atuar nos locais onde há urnas eletrônicas para treinamentos. Atualmente existem 50 urnas espalhadas em diversos locais. A maioria está instalada no centro de Maringá e nos bairros, mas há também cerca de 20 urnas nas escolas.
De acordo com o orientador Abílio Correa Borges, muitas pessoas só olham para as urnas mas não se aproximam muito e quando são convidadas a fazer o treinamento ficam desconfiadas.


