São Paulo - Pesquisa realizada pelo instituto Brasmarket -Análise e Investigação de Mercado, em janeiro, nas principais capitais do País, mostra que o eleitor brasileiro rejeita a proposta de fidelidade partidária. De acordo com a pesquisa, que ouviu 2.637 eleitores, 49,5% dos consultados são contrários ao conceito básico da fidelidade partidária, segundo o qual o mandato não é do político eleito, mas do partido a qual ele pertencer, e dessa forma, a quem cabe a decisão de expulsá-lo caso este descumpra os regimentos interno de sua legenda. Para estes entrevistados, os mandatos são dos eleitores e dos eleitos e, por isso, os políticos com mandatos só devem acatar as orientações partidárias se concordarem com elas e têm o direito de mudar de agremiação sem perderem os respectivos cargos eletivos. O levantamento mostra que 36,9% eleitores manifestaram-se a favor da fidelidade e todas suas regras, entre elas expulsão e até cassação dos mandatos dos parlamentares. Dos consultados, 13,6% não quiserem opinar.
Segundo o diretor Brasmarket, Ronald Kuntz, pesquisa sobre o mesmo tema realizada entre 2000 e 2001 mostrou que 65,7% do eleitorado brasileiro apoiava as mudanças das regras, com a cassação dos políticos que não obedecessem à orientação de seu partido nas votações ou que mudassem de legenda após eleitos. Neste levantamento, 20,2% eram contrários à mudança nas regras da fidelidade partidária e 14,1% da população não tinham opinião sobre o assunto.

mockup