Eleitor de Curitiba usa prendedor de roupa no nariz
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domingo, 01 de outubro de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O clima nos colégios eleitorais ontem em Curitiba foi tranquilo. Poucos militantes apaixonados foram vistos com a camiseta do candidato ou do partido. Um dos mais apaixonados foi o petista Marco Antônio Konopacki, de 23 anos, pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Adesivado por todo o corpo, Konopacki disse que optou pelo exagero porque não pôde fazer boca-de-urna. ''É a única maneira que a gente tem para mostrar quais os melhores candidatos. É uma manifestação pública pacífica e garantida por lei'', declarou.
Outro eleitor que apareceu para votar caracterizado foi o candidato do PCO (Partido da Causa Operária) a vice-governador, Mauri de Oliveira. Oliveira não estava animado com o resultado das eleições, mas disse que o partido conseguiu dar um recado aos eleitores. ''Não nos conheciam. Acho que conseguimos fazer um bom trabalho. A idéia era fazer a população conhecer uma proposta diferente daquela que é feita por todos os demais partidos. Somos de fato socialistas'', considerou ele. A aposentada Helena da Costa, de 74 anos, não precisava votar ontem. Mesmo assim, compareceu às urnas. ''Eu gosto de votar. Pelo menos, enquanto posso. É importante participar da eleição para escolher o futuro do País''.
O aposentado Roberto Campos, de 66 anos, resolveu fazer um protesto silencioso. Com um prendedor de roupa no nariz, Campos disse que a política é suja e não cheira bem. Nada otimista, disse que teve que escolher os candidatos usando a tese do voto útil. ''Para mim foi muito difícil. Tenho que votar contra alguém, contra alguma coisa.'' O aposentado disse que se sentia atingido com a corrupção e o nepotismo.


