O prefeito eleito de Jucimeira (MT), José Rezende Silva (PMDB), tomou posse ontem pela manhã, e logo depois do ato oficial voltou para a prisão, onde está desde sábado. Ele é acusado de ter matado o agricultor Valdevino Luis Pereira, em 1983. Silva ainda não foi julgado e tinha prisão preventiva decretada há algumas semanas pela Justiça.
O prefeito, que, graças a decisões judiciais, conseguiu evitar o julgamento em júri popular por oito vezes, foi preso em uma fazenda no Mato Grosso do Sul e levado para a Delegacia de Homicídios de Cuiabá. Ele foi eleito prefeito de Juscimeira (150 km a leste de Cuiabá), com 55,81% dos votos válidos. Uma decisão da Justiça garantiu que Silva tomasse posse ontem.
Em Selvíria (MS, a 402 quilômetros de Campo Grande), não houve festa de posse. O prefeito eleito Acir Kaiowás (PMDB) foi considerado inelegível pelo TRE e uma nova eleição está marcada para 11 de fevereiro. Assumiu provisoriamente o cargo o presidente da Câmara, Ataíde Pereira da Silva (PMDB), empossado ontem.
Kaiowás teve as contas da primeira administração rejeitadas pelos vereadores e não conseguiu resolver a questão até hoje, ficando ausente da cidade nos últimos meses. Também estão com problemas na Justiça Eleitoral os prefeitos eleitos de Bandeirantes, Ribas do Rio Pardo e Terenos (MS), acusados por compra de votos. Eles estão condenados na primeira instância.

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