Em Porecatu (85 km ao norte de Londrina), a estruturação e compra de equipamentos para o hospital municipal da cidade é o maior anseio da população. Os 9.898 eleitores querem melhorias nesse setor e reclamam que precisam buscar atendimento médico em outras cidades da região. O vencedor entre os cinco candidatos a prefeito no município herdará o problema e será cobrado pela população para solucioná-lo.
O atual prefeito, Dionísio Santos de Souza, quer a reeleição e disputa pela chapa pura do PT com o comerciante Sérgio Luiz Lopes da Silva. Dionísio Souza, 59 anos, é professor aposentado e já foi vereador na cidade entre 1983 e 1988. ''Um dos motivos para a reeleição é que pretendemos dar sequência ao trabalho que iniciamos. O excesso de dívidas e a queda na arrecadação prejudicaram a administração'', argumentou o prefeito. Segundo ele, a bandeira principal da chapa, batizada de ''Porecatu para Todos'', é o desenvolvimento econômico do município. ''Queremos valorizar o comércio e o turismo. Temos um lago e a orla da represa que podem ser explorados'', destacou. Além disso, o prefeito citou que a geração de empregos é uma necessidade em Porecatu. O gasto de campanha tem teto registrado de R$ 100 mil. ''Vamos no corpo a corpo e de casa em casa explicando as dificuldades que tivemos e pedindo mais um voto de confiança'', declarou.
A coligação ''União, Ação e Reconstrução'' (PFL, PSL, PDT, PPS e PP) tem chapa formada por Dario Dimigheli Lunardelli (PFL) para prefeito e a dona de casa Maria Neusa dos Santos Piccolo (PSL) para vice. Lunardelli é agricultor e foi prefeito por duas vezes na cidade (1969-1972/1976-1982). ''A minha cidade está cada vez mais para baixo. Ela precisa de asfalto, centro social, está tudo sem manutenção. Quero recuperá-la'', prometeu o candidato. Ele esquivou-se de declarar a idade: ''tenho mais ou menos 60''. Lunardelli disse que, caso seja eleito, pretende recuperar a saúde, reformar e aparelhar o hospital. A campanha tem R$ 120 mil como teto máximo de gastos e deve se basear no boca-a-boca. ''Comício só em setembro'', projetou o candidato.
O PMDB concorre com Bruno Ferraresi e Nestor Celestino dos Santos. O vice é gerente aposentado da Sanepar e foi vereador no município. Ferraresi, 59 anos, é vereador pelo terceiro mandato consecutivo e comerciante. ''A gente tem conhecimento da situação da cidade e queremos melhorar a administração pública'', afirmou Ferraresi. Ele salientou que a saúde precisa de um atendimento especial porque a população se sente insegura quando necessita de atendimento médico. ''Eles se sentem inseguros e recorrem a outras cidades. É um problema seríssimo nessa parte'', observou. Ferraresi afirmou ainda que a situação está difícil porque ''o município está falido''. ''Tem que fazer uma recomposição das dívidas para não deixar de cuidar da população'', argumentou. O teto com gastos de campanha é de R$ 130 mil.
O engenheiro civil e ex-vereador Fábio José de Oliveira, 58 anos, é o candidato a prefeito pelo PV. O empresário Rubens Verpa completa a chapa da sigla. ''Venho estudando a cidade há um ano e como sou engenheiro de manutenção faço um planejamento para manter a cidade bem cuidada'', apontou Oliveira. Ele destacou que caso seja eleito vai implementar um plano emergencial para tapar os buracos das ruas da cidade. ''Quase não se anda mais'', criticou. Como começou a estudar apenas aos 28 anos em um supletivo, Fábio de Oliveira destacou que Porecatu está precisando de um plano que favoreça os estudantes de 2º grau, se estendendo aos outros níveis. ''O custo de transporte para outra cidade é muito alto'', justificou. O gasto de campanha tem teto de R$ 120 mil.
A coligação ''Renascer Porecatu'' (PSB, PTB, PSDB, PL) traz o comerciante Walter Tenan (PSB), 47 anos, como candidato a prefeito e a ex-prefeita Neusa Maria Marciliano Campos (PTB) como vice. Habitante da cidade há três anos, o comerciante avaliou que Porecatu está mal cuidada. ''Aqui não tira nem exame de raio-x, a saúde está precária e o desemprego é gigante'', apontou. Ele destacou que caso ocupe a cadeira de prefeito pretende em primeiro lugar melhorar a saúde e levar indústrias para o município. ''Tem que adquirir remédios e uma ambulância urgentemente'', afirmou Tenan. O gasto máximo com campanha foi registrado em R$ 250 mil. ''Quero fazer comícios no centro, bairros, vilas e fazendas'', enumerou o candidato.

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