O vereador eleito de Santa Cecília do Pavão (60 km ao sul de Cornélio Procópio) Sérgio Munhoz (PTB) denunciou ao Ministério Público (MP) irregularidades na Câmara. Segundo ele, que é atualmente suplente de vereador e substituiu o titular Ideir Mendonça (PSDB) durante quatro meses, o tucano deveria ter tido seu mandato extinto. Isso porque, no entendimento de Munhoz, o vereador não voltou a tempo da licença de 120 dias. A falta sucessiva às sessões, segundo o eleito, é passível de cassação de mandato.
O eleito também acusou o presidente da Câmara, Edimar Santos (PTB), de ter permitido que Mendonça, ao retornar ao trabalho no dia 31 de outubro e não no dia 5 de setembro, como havia se comprometido, assinasse as atas das sessões das quais não participou. ‘‘Ele assinou como se tivesse comparecido’’, acusou. Mendonça e Santos não foram encontrados ontem pela Folha.
Uma advogada de Londrina consultada pela Folha disse ontem que se forem confirmadas as assinaturas do vereador nas atas de sessões das quais não participou, o fato pode ser considerado falta de decoro parlamentar, que pode resultar em cassação.
A promotora da comarca de São Jerônimo da Serra (que atende Santa Cecília do Pavão), Juliana Soares de Oliveira, disse ontem que recebeu a denúncia. Ela pretende analisar os documentos antes de qualquer manifestação sobre o caso.

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