Encerradas as eleições que lhe conferiram 2,4 milhões de votos para o Senado, o ex-governador Álvaro Dias (PSDB) começa um trabalho para tentar aglutinar as forças políticas a fim de que o Estado tenha representação ministerial em Brasília. Ele avalia que se os políticos não se unirem, o Paraná corre o risco de não ter Ministérios. Ele próprio se considera um nome forte para a função. ‘‘Se o presidente entender que sou um bom nome, eu gostaria, porque tenho mais aptidão para o Executivo’’, afirmou ontem o senador eleito.
Álvaro Dias defende que a discussão para a formação do Ministério comece o quanto antes. Ele diz que o Paraná deveria ter um Ministério com função executiva, que poderia ser o do Desenvolvimento Urbano, ainda a ser criado pelo governo federal, em uma possível reforma ministerial. Recebido pelo diretor-superintendente da Folha, João Vieira Filho, numa visita à redação de Curitiba, ele lembrou que o Estado perdeu muita representatividade em Brasília, nos últimos anos. Quando governou o estado, de 90 a 94, o Paraná chegou a ter três ministérios.
Além de fazer campanha pela representatividade do Paraná na equipe de trabalho do presidente Fernando Henrique Cardoso, Álvaro Dias vai se empenhar junto ao governo federal para que seja feita o quanto antes a reforma partidária. ‘‘O modelo atual é incompetente e se esgotou’’, disse o senador eleito. Ele criticou a formação de alianças eleitorais que em vários Estados colocaram candidatos adversários numa mesma coligação. No Paraná mesmo, Álvaro Dias e o governador Jaime Lerner (PFL) fizeram um acordo branco para apoiar à reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A política de não agressão da campanha eleitoral poderá resultar em uma aproximação daqui para frente. Álvaro não se mostra interessado em fazer oposição ao governo do Estado, no Senado. ‘‘Vamos votar de acordo com os interesses do Paranᒒ, afirmou.

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