Eleições tiram oito secretários de Beto Richa
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Às vésperas do prazo para desincompatibilização de cargos públicos com vistas às eleições de outubro, o governador do Paraná Beto Richa (PSDB) confirmou ontem que oito secretários deixam sua equipe até a sexta-feira. Os cargos serão ocupados pelos diretores-gerais. Na minirreforma obrigatória, o tucano ainda vai fundir as secretarias de Governo e Casa Civil, diminuindo a estrutura para 19 pastas.
Os prazos para desincompatibilização de cargos públicos para concorrer no pleito varia de acordo com a função do pré-candidato e a cadeira pretendida nas urnas. No caso de secretários, são exigidos seis meses de antecedência, ou seja, 5 de abril.
Com a saída do chefe da Casa Civil, o deputado federal Reinhold Stephanes (PSD), que deve tentar a reeleição, e do subchefe Guto Silva (PSC), pré-candidato à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná; a pasta será eliminada e fundida com a Secretaria de Governo, que ficará com Cézar Silvestri (PPS). O projeto de lei será encaminhado nesta semana.
Ontem, pediu desligamento o secretário da Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), e Evandro Cesar Roman (PSD) deixa a Secretaria de Esporte. Ambos devem tentar a Câmara Federal.
Edson Casagrande (PSB) também sai da pasta de Assuntos Estratégicos e o vice-governador Flávio Arns (PSDB) deixa a Secretaria de Educação.
O deputado federal Ratinho Júnior (PSC) também deixa a Secretaria de Desenvolvimento Urbano. A expectativa é que ele tente uma cadeira na AL para fortalecer as votações do partido.
O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB) passou a Secretaria do Trabalho para Amin Hannouche. Ele e o secretário de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida (PMDB), retornaram à AL na semana passada para ajudar na aprovação do aumento de capital social da Companhia Paranaense de Saneamento (Sanepar). Cheida, entretanto, retornou ao governo, onde permanece até quinta-feira. Ambos tentarão a reeleição à AL.
Outros sete diretores de órgãos da administração direta e indireta também pediram exoneração devido ao prazo eleitoral.


