Eleições prometem disputas acirradas
Partidos, dezenas de candidatos, centenas de cabos eleitorais, propaganda política gratuita no rádio e televisão diariamente, panfletagem nas ruas. Itens que farão parte da rotina do londrinense neste 2004, ano de eleições municipais.
Além da disputa pela prefeitura, que por enquanto sinaliza ser uma das mais concorridas com pelo menos cinco candidatos, a dúvida será com relação ao número de vereadores que irão compor a legislatura 2005/2008. Após uma ação civil pública de autoria do Ministério Público (MP), a Justiça determinou liminarmente que na próxima eleição somente 15 vereadores serão eleitos, seis a menos do que vem sendo praticado há 34 anos. À Câmara de Vereadores, que já ajuizou e teve indeferidos três recursos, ainda cabe tentar reverter a decisão judicial.
O presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), garantiu que irá batalhar em todas as instâncias judiciais para reestabelecer o número de 21 vereadores. ''Queremos que seja respeitada a democracia na cidade de Londrina, como é desde 1969, com a Câmara composta por todos os segmentos da sociedade. No ano que vem vamos continuar tentando reestabelecer os 21 vereadores da Casa. A Câmara tem custos, mas tem benefícios muito maiores para a cidade'', afirmou Bonilha, que admitiu poder disputar a Prefeitura de Londrina em outubro. ''Há um segmento dentro do meu partido que defende a minha candidatura. Estou a disposição do partido'', disse.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) já anunciou sua disposição em buscar a reeleição. ''Me preocupou muito um fato político: um ex-prefeito, que fez muito mal para nossa cidade, colocou o município nas condições difíceis que pegamos, agora estaria querendo voltar. Não podemos permitir que isso aconteça. A cidade sabe muito bem o trabalho que aquela administração deu, o sofrimento que os cidadãos passaram, os investimentos necessários para a reconstrução. Londrina vai continuar trilhando este caminho do desenvolvimento, da honestidade e da seriedade na administração'', afirmou Nedson, ao justificar sua candidatura e se referindo ao ex-prefeito Antonio Belinati (PSL), de quem herdou a administração.
Belinati, que já comandou o município por treze anos (1977/1982 - 1989/1992 - 1997/2000), teve seu último mandato cassado pela Câmara de Vereadores, no dia 22 de junho de 2000, acusado de improbidade administrativa ao determinar gastos excesso na inaudguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI). Passados os três anos de inelegibilidade reflexo da cassação Belinati se filiou ao PSL e está em plena campanha.
Faltando dez meses para a eleição, vários partidos ainda deverão tentar um acordo e evitar o bate-chapa para definir os candidatos ao Executivo. As siglas têm até o final de junho para homologação das candidaturas.





