Eleições podem influenciar nas comissões
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Após quase dois meses de recesso parlamentar, os vereadores de Londrina retornam amanhã aos trabalhos no Legislativo municipal para a reunião prévia de formação das 12 comissões permanentes da Casa. O encontro está marcado para as 14 horas com o presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), antes de o assunto seguir a Plenário na primeira sessão do ano, na próxima quinta-feira. No segundo ano da atual Legislatura, a primeira novidade é a sugestão do presidente para que nenhum dos colegas que pretendem disputar a eleição de outubro próximo participem de quaisquer dos 12 grupos, a fim de que tenham ''mais tempo para correr atrás de voto ou de se aprofundar (os não candidatos) nas discussões das comissões''.
Compostas cada uma por três membros, as comissões são nomeadas pelo presidente mediante indicação de líderes partidários. A cada ano, as mais disputadas têm sido as de Constituição e Justiça (CCJ), Finanças, Segurança e Desenvolvimento Urbano. Entre as atribuições gerais de cada comissão, estão desde a análise de projetos para emissão de pareceres utilizados nas votações, assim como realização de reuniões, audiências públicas, recebimento de petições e denúncias e proposição de matérias ao Plenário. A reunião na Presidência também será uma prévia da escolha dos parlamentares que vão representar o Legislativo em órgãos e conselhos municipais.
Bonilha faz questão de ressaltar que o pedido para que nenhum pré-candidato participe das comissões se deve ao fato de as discussões de cada grupo ''exigirem demais dos vereadores'', o que poderia ficar comprometido, avalia, com o trabalho da conquista de eleitores. Além disso, destaca, ''o regimento nosso não me permite fazer uma proibição dessas, por isso estou conversando e solicitando''. Desse modo, o presidente da Câmara nega que o trabalho de convencimento tente coibir qualquer possibilidade de proveito eleitoral por meio da atuação da frente da comissão permanente.
Reportagem da Folha no final do ano passado mostrou que pelo menos seis dos 18 vereadores tinham a intenção de disputar uma vaga de deputado este ano. Outros cinco se definiram indecisos entre os quais o próprio presidente, que, como tal, não pode participar das comissões.
Entre os candidatos declarados, Tercílio Turini (PPS) já avisou que não vai aceitar a proposta de Bonilha. Presidente em 2005 das comissões de Seguridade Social (na qual atua há quatro mandatos) e de Meio Ambinte, o vereador lembrou que todos os vereadores reeleitos em 2004 participavam de alguma comissão permanente quando do processo eleitoral. ''Acredito que devemos cuidar para que o Plenário não vire palanque este ano, mas não podemos prejudicar nossa atuação parlamentar pela disputa eleitoral'', defendeu Turini.
Outro que se disse provável candidato ano passado, Jamil Janene (PL), então presidente das comissões de Segurança e Desenvolvimento Urbano, também recusou a sugestão do presidente da Casa. ''Mesmo que eu concordasse com ele, faltaria vereador para compor os 12 grupos. Nas últimas escolhas, por exemplo, foi até difícil definir os nomes com os atuais 18 nomes em virtude da redução de três cadeiras na nossa Câmara'', comparou Janene.


