Curitiba - Mais de 900 candidatos se inscreveram para as eleições de outubro no Paraná, disputa que, segundo estimativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), deve custar R$ 16,4 milhões, já contando com a possibilidade de um segundo turno. A estimativa, divulgada ontem, inclui todas as despesas relacionadas às eleições - desde pagamentos de horas extras para funcionários a transporte de urnas eletrônicas. O TRE avalia que se trata de um dos menores custos do País. O cálculo leva em conta o número de eleitores do Estado, multiplicado por dois e dividido pela estimativa de despesa. No caso do Paraná, a eleição custará, portanto, cerca de R$ 1,00 para o bolso do eleitor.
As eleições estaduais são mais baratas do que as municipais. A disputa de 2008, por exemplo, custou cerca de R$ 17 milhões. Uma das explicações tem relação com o volume de candidatos: nas eleições estaduais, são os mesmos candidatos disponíveis para os eleitores de todas as cidades do Estado, o que não ocorre na disputa municipal.
Disponibilizado ontem, o Diário da Justiça Eletrônico número 125 do TRE trouxe a relação completa dos candidatos do Paraná que se registraram para a disputa - o prazo de inscrição terminou na segunda-feira. A partir de hoje, portanto, corre o prazo do cinco dias para que as candidaturas sejam contestadas. Os pedidos de impugnação podem ser feitos por qualquer candidato, partido político, coligação partidária ou Ministério Público. A partir do dia 13, as sessões de julgamento no TRE passam a ser diárias, de segunda a sexta-feira, para atender a demanda.
Foram entregues ao TRE mais de 900 requerimentos de registro de candidatura. Levantamento feito pela Reportagem (veja quadro) revela 585 candidatos a deputado estadual e 289 candidatos a deputado federal. Também foram registrados sete candidatos ao governo do Estado, com seus respectivos vices, além de 12 candidatos ao Senado. Cada um dos candidatos ao Senado também registrou dois suplentes.
Na lista dos concorrentes a uma das 54 cadeiras da Assembleia Legislativa do Paraná, estão nomes que tentam retornar à Casa: é o caso de Arlete Caramês (PP), mãe do Guilherme, e do Delegado Bradock (PMDB), que saíram derrotados nas urnas em 2006 e agora fazem uma nova tentativa. Já José Domingos Scarpelini (PSB), que também não conseguiu ser reeleito deputado estadual no pleito de 2006, se inscreveu agora para a disputa por uma das 30 cadeiras de deputado federal.
O tucano Mauro Moraes, cassado em 2010 por infidelidade partidária, também tenta voltar ao Legislativo estadual. O irmão de Fernando Ribas Carli Filho, que renunciou em 2008 após se envolver num acidente de carro que matou duas pessoas em Curitiba, também concorre ao mesmo posto: Bernardo Carli se inscreveu pelo PSDB. A ex-vice-governadora do Estado Emilia Belinati também se registrou na disputa no Legislativo estadual pelo PSB, assim como o ex-prefeito de Londrina Nedson Micheleti (PT).
Derli Donin (PP), nome polêmico nas eleições de 2006, quando foi candidato a vice-governador do Estado na chapa encabeçada por Osmar Dias (PDT), também tenta uma vaga de deputado estadual dentro da coligação que hoje apoia Beto Richa (PSDB) ao governo do Estado. Donin ficou conhecido naquele ano por conta da sua lista de processos no Judiciário.

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