Eleições no PR custam R$ 9 milhões
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sábado, 05 de outubro de 2002
Denise Angelo<br> Equipe da Folha 
Curitiba O governo federal está gastando R$ 413 milhões para realizar as eleições desse ano. Só no Paraná estão sendo gastos R$ 9 milhões. Boa parte desse recurso foi investido na compra de novas urnas eletrônicas. Trezentas e trinta e oito delas serão usadas pelos eleitores paranaenses.
É também com esse recurso que será providenciada a alimentação do batalhão de mesários que vai trabalhar hoje. Além disso, com esses valores o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) providenciou o transporte das urnas e funcionários, equipamentos para gerar e transmitir os dados e toda a infra-estrutura necessária.
No Paraná também estão previstos gastos com a impressão de 775 mil cédulas. Parte delas atende a exigência do TSE de manter um mínimo de cédulas de segurança, caso haja algum problema com as urnas eletrônicas. O restante será utilizado nos cinco municípios que terão todos os votos impressos, numa ação preparatória para cumprir a determinação que deve entrar em vigor em 2004. Os eleitores de Cornélio Procópio, Rolândia, Campo Largo, Lapa e Telêmaco Borba contarão com os votos impressos.
O TSE não tem um ranking com a posição de cada estado conforme o investimento necessário para a realização das eleições. Mas acredita-se que a posição ocupada seja a mesma estabelecida pelo tamanho do colégio eleitoral. O Paraná possui o sexto maior colégio, com 6,66 milhões de votantes. O maior colégio eleitoral continua sendo São Paulo, que responde por 22,5% dos cidadãos brasileiros aptos a votar. Minas Gerais aparece em segundo, com 11% do eleitorado brasileiro. O Paraná responde por 5,78% dos votos brasileiros.
Um verdadeiro batalhão, composto por 164.208 pessoas, estará trabalhando hoje e no dia 27, caso haja um segundo turno, para a realização das eleições. Só na função de mesários são 132.060 pessoas. A Justiça Eleitoral contará ainda com o trabalho de escrutinadores, auxiliares de montagem, secretários e juízes.


