Eleições municipais mexem com a rotina da Assembléia
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de dezembro de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A partir de janeiro de 2004, os líderes dos partidos terão cada vez mais trabalho. Ano de eleições municipais, os primeiros meses são normalmente utilizados para aparar arestas, decidir quem serão os candidatos e quais serão os coligados.
As convenções onde serão definidos os candidatos acontecem somente em junho. Até lá, as articulações nas bases são fundamentais. E a eleição influencia a rotina da Assembléia Legislativa. Os deputados representam prefeitos, e por isso ficam atentos às costuras políticas, ou decidem sair candidatos. É o caso do deputado estadual petista Angelo Vanhoni, que pode deixar a liderança do governo para tentar a sucessão de Cassio Taniguchi (PFL). O grupo de Cassio que é o mesmo do ex-governador Jaime Lerner (PSB) , porém, quer manter a resistência ao governador Roberto Requião na prefeitura. O vice-prefeito, Beto Richa (PSDB), já manifestou interesse em concorrer.
A pré-candidatura de Vanhoni mexe ainda com o PMDB, partido do governador Roberto Requião. O PMDB terá que resolver uma disputa interna. Duas alas entraram em confronto, e cabe agora ao atual presidente, deputado estadul Dobrandino da Silva, administrar a cisão.
Uma corrente defende a aliança com o PT, que tem como Vanhoni como pré-candidato a prefeito. A outra acredita que o partido deve lançar candidato próprio. O deputado federal Gustavo Fruet, ex-presidente estadual do PMDB, já colocou seu nome na disputa.
O desenrolar das pré-candidaturas do PT e do PMDB deve culminar com mudanças na liderança do governo. Vanhoni deve deixar o posto, até para evitar desgaste à sua candidatura, e a função de líder governista pode ser ocupada por Rafael Greca ou Antonio Anibelli, este último líder da bancada peemedebista.
As eleições municipais terão outros impactos dentro do Poder Legislativo. No caso de Londrina, dois deputados estaduais são cotados como pré-candidatos à sucessão de Nedson Micheleti (PT). Elza Correia, do PMDB, e Barbosa Neto (PDT) têm interesse na disputa. Em Maringá, a deputada Cida Borghetti (PP) deve concorrer.


