Eleições já causam baixas em equipes de governo
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sábado, 12 de abril de 2008
<br> Rodrigo Lopes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As eleições municipais acontecem apenas em outubro, mas desde já modificam os escalões superiores do governo do Estado e de prefeituras. Como a lei eleitoral exige que os ocupantes de cargos públicos comissionados deixem suas funções no período entre seis e quatro meses antes da votação, as primeiras exonerações já foram confirmadas. A administração estadual e a prefeitura de Curitiba, por exemplo, contabilizam três baixas cada.
De acordo com a legislação eleitoral, boa parte do quadro de funcionários públicos precisa deixar suas funções antes de concorrer em uma eleição. O prazo para desincompatibilização varia segundo o cargo atual exercido e aquele pleiteado pelo candidato. No caso de secretários estaduais ou municipais e da maioria dos chamados cargos de confiança que pretendem se tornar vereadores, a exoneração deve ocorrer seis meses antes do pleito. Prazo que venceu no início deste mês.
Essa obrigação fez com que o governador Roberto Requião exonerasse, obviamente a pedido dos interessados, três integrantes de seus escalões superiores. A saída mais significativa foi a do ex-comandante-geral da Polícia Militar Nemésio Xavier. Na última terça-feira, ele passou o comando da corporação para o também coronel Anselmo José de Oliveira. Além dele, outros dois ocupantes de cargos comissionados também deixaram o governo do Estado: o ex-deputado estadual Algaci Túlio, que era um dos diretores da Rádio e Televisão Educativa (RTVE); e Márcia Schier, que dirigia o Centro de Convenções de Curitiba. Juntos com Xavier e mais 54 postulantes, eles comporão a chapa de candidatos a vereador do PMDB na Capital, que será lançada neste sábado.
Assim como a administração estadual, a prefeitura de Curitiba também já foi obrigada a fazer três alterações em sua equipe no início deste mês. Uma delas foi a saída de Luciano Ducci (PSB) do comando da secretaria municipal da Saúde, função que acumulava com a de vice-prefeito. Agora, Ducci segue apenas como vice, cargo que, apesar de ainda não haver confirmação oficial, deve novamente pleitear na chapa do atual prefeito, Beto Richa (PSDB), provável candidato à reeleição. Outra baixa foi a saída do administrador da regional do Pinheirinho, Juliano Borghetti, candidato a vereador.
O terceiro a deixar a prefeitura foi o secretário do Trabalho e Emprego, Manassés Oliveira (PRTB). Vereador eleito em 2004, ele reassumiu sua cadeira na Câmara de Vereadores e vai tentar a reeleição. Apesar de ter exercido um cargo de certa visibilidade no Executivo por mais de um ano, Oliveira afirma que a corrida por votos até outubro não será mais fácil do que há quatro anos. ''O cargo de secretário dá status e visibilidade, mas por outro lado tira o contato que eu, como vereador, tinha com minhas bases eleitorais'', diz o vereador, eleito principalmente com o apoio de parte do movimento sindical. ''Por isso estou um pouco apreensivo e acho que, para me reeleger, vou ter que trabalhar muito mais do que na eleição passada'', acrescenta.


