Eleições criam expectativas entre suplentes de candidatos
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segunda-feira, 17 de julho de 2006
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em função das próximas eleições, situações no mínimo curiosas afetam a vida dos chamados ''suplentes''. No caso do Paraná, os primeiros suplentes dos senadores Flávio Arns (PT/PR) e Osmar Dias (PDT/PR) - Danimar Cristina e Paulo Bernardi, respectivamente - têm a chance de assumir o posto de seus titulares em 2007. Candidatos a governador do Estado, os senadores se elegeram no ano de 2003. Ou seja, caso um deles conquiste a vaga desejada, seu suplente assume o posto no Senado, com mandato até o final de 2010.
Por lei, os 26 estados e o Distrito Federal têm cada um três senadores, com mandato de oito anos. Para evitar que os três representantes estaduais sejam substituídos em uma única eleição, eles não têm mandatos coincidentes. Assim, de quatro em quatro anos há renovação ou de um terço dos senadores (27) ou de dois terços (54). Para o Paraná, a única vaga disponível para as eleições de 2006 é a do senador Alvaro Dias (PSDB), cujo mandato se encerra agora. O tucano inclusive é um dos que concorrem ao cargo.
O suplente do senador Osmar Dias, o vereador de Curitiba Jorge Bernardi (PDT), já informou que assumirá o posto caso a vaga no Senado fique livre. ''É um dever, uma obrigação minha. Quando me tornei o primeiro suplente, isso se tornou uma possibilidade real. E modéstia à parte me sinto preparado'', disse. Para o vereador, o fato de atuar na política local não o impede de assumir um cargo no qual se aborda temas mais amplos.
''Tenho mestrado em gestão urbana, seis mandatos na Câmara de Curitiba e durante dez anos fui presidente da União dos Vereadores do Paraná'', conta ele, que planeja colocar em discussão um de seus projetos, sobre reforma política, caso se torne senador. Bernardi assumiu como primeiro suplente em 2003, após a morte de José Carlos Gomes de Carvalho.
O vereador afirma ainda que foi convidado pelo senador para ser segundo suplente porque seu ''currículo político e técnico'' o credenciava. Mas ele também revela que, pelo fato de atuar em Curitiba, o convite também tinha razões estratégicas. É que assim como os vices nas chapas de candidatos a governador e presidente, os suplentes dos senadores geralmente são menos conhecidos do eleitorado, mas podem exercer uma função determinante na conquista de votos.
Entre os atuais candidatos ao Senado pelo Paraná, porém, um deles exibe um suplente até bem conhecido. É o alpinista Waldemar Niclevicz (PV), primeiro suplente do candidato a senador pelo PV, Paulo Salamuni, e primeiro brasileiro a escalar o Everest. Niclevicz afirma que aceitou o convite do candidato porque já trabalha na área de meio ambiente, principal tema do partido, mas que não ousaria se candidatar logo para senador, por exemplo. ''Ainda não tenho experiência política. Mas a parceria com o Salamuni me agrada, me sinto seguro'', revela.


