Eleições atraem agências de São Paulo
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domingo, 25 de janeiro de 1998
Leandro Donatti 
Arquivo FolhaNa mãoEmília Belinati: garantia de que o marketing de sua campanha será feito pela agência de Celso LoduccaDuas agências de peso em São Paulo estão de olho na campanha eleitoral do Paraná, a GW e a Lowe Loducca. A GW já tem um escritório em Curitiba e está trabalhando. Está sob a responsabilidade das vinhetas em defesa da reeleição do governador Jaime Lerner, apresentadas em doses homeopáticas durante o horário político reservado ao PFL no rádio e tevê.
A agência de Celso Loducca ainda não fechou nenhum contrato, mas tem a garantia de que assumirá o marketing da vice-governadora Emília Belinati (PTB), seja candidata à reeleição ou vitoriosa na briga pela indicação ao Senado. O grupo paulista pretende estender os seus serviços e vê o Paraná como bom filão no mercado político.
Das agências de maior porte instaladas no Estado, poucas se dedicam a processos eleitorais. A Master Comunicação e Marketing, por exemplo, é uma delas. Junto com a Opus Multipla Propaganda, Mercer Comunicação e Merketing e Heads Young & Rubicam INC, prefere concentrar-se nas campanhas institucionais do governo do Estado e está fora desta disputa eleitoral.
Os presidentes de partido - entre eles o do PMDB, Milton Buabssi, e do PTB, Nelson Justus - acham cedo para tratar da questão, já que a campanha para valer mesmo terá duração média de 45 dias e as articulações em busca de recursos financeiros ainda não evoluíram. Os publicitários discordam da tese. Para o gerente de comunicação da Loducca, Edson Justi, mais do que a imagem o candidato deve desenvolver um conceito. E para isso leva muito tempo, observa.
Ele lembra que a Lowe Loducca estreou no Paraná em 96, quando assumiu as campanhas dos prefeitos de Londrina, Antonio Belinati (PDT), e de Curitiba, Cássio Taniguchi (PFL). Foi uma experiência interessante, conta. O publicitário diz que os candidatos estão apostando mais no marketing político. Antes eles confiavam só no feeling, agora não. Existe mais espaço para o marqueteiro, avalia Edson Justi.


