Curitiba - A maioria dos deputados estaduais do Paraná deve disputar a reeleição em 2014. Dos 54 políticos com mandato na Assembleia Legislativa (AL), 44 já sinalizaram que vão concorrer ao pleito de outubro. A lista, de duas mulheres e 42 homens, inclui os líderes do governo, Ademar Traiano (PSDB), da oposição, Elton Welter (PT), e das oito bancadas e blocos da Casa. O levantamento foi feito pela FOLHA, em consulta aos próprios parlamentares; quatro não foram encontrados (veja quadro).
Dentre os seis que não irão se candidatar, estão os presidentes estaduais do PT, Enio Verri, e do PSDB, o chefe do Legislativo Valdir Rossoni. Ambos irão pleitear uma vaga na Câmara Federal. Impulsionados pela candidatura da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ao Palácio Iguaçu, os petistas buscam ampliar o número de representantes na AL dos atuais sete para dez. Já os tucanos apostam na reeleição do governador Beto Richa (PSDB) para manter ou até expandir sua força no Legislativo; hoje, o PSDB conta com nove membros, além do apoio da maioria das legendas.
Outros três deputados abrirão mão em favor de parentes. É o caso de Hermas Brandão Jr. (PSB), cujo pai, o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas (TC) e ex-presidente da Casa Hermas Brandão, quer voltar à política. Os dois possuem a mesma base eleitoral, em Andirá, no Norte Pioneiro, o que inviabilizaria o enfrentamento. "Eu vou cuidar dos meus negócios, como sempre fiz na minha vida, nos meus 40 anos. Não nasci deputado. Foi uma experiência de vida e cumpri com a minha obrigação", disse o parlamentar, ainda em outubro, quando foi anunciada a "troca". O neto de Hermas, Evandro Junior (PSDB), porém, já confirmou que será novamente candidato.
Indicada em 2010 pelo marido Luiz Fernandes Litro, a deputada Rose Litro (PSDB) também não deve continuar na AL. Desta vez, quem disputará o posto é o filho do casal, Paulo Litro (PSDB), de 22 anos. "Será minha primeira eleição, mas já venho desde pequeno acompanhando o trabalho da minha mãe e do meu pai. Sempre gostei de política e quero dar continuidade ao que eles fizeram", afirmou. Formado em Direito, ele exerce atualmente um cargo comissionado de assessor na Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos.
Já Toninho Wandscheer (PT) apoiará a candidatura do filho Alisson Wandscheer (PT), de 37 anos, que concorrerá pela segunda vez a uma vaga na AL - em 2006, ficou como segundo suplente, assumindo depois pelo período de quatro meses. Ao contrário dos demais "herdeiros políticos", contudo, Alisson ingressou na atividade antes do pai. "Saio um pouco desse padrão. Fui candidato (a vereador em Fazenda Rio Grande) em 1996 e ele (Toninho) somente em 2000. Hoje estou sem cargo, mas sou advogado e tenho a minha própria empresa", contou.
A exemplo do que ocorre com seu colega de partido Professor Lemos (PT), que aguarda decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ser empossado ou não prefeito de Cascavel, Toninho Wandscheer não descarta concorrer à Prefeitura de Fazenda Rio Grande. No caso da cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Chico Santos (PSDB) e sua vice, Ana Lúcia Pacheco (PSD), foram cassados devido a uma acusação de improbidade administrativa e abuso de poder econômico, entretanto, conseguiram se manter no cargo por força de liminar.
Como o tucano obteve mais que 50% dos votos válidos, caso o processo seja julgado até o final deste ano (metade do mandato), novas eleições diretas deverão ser convocadas. "É uma questão que a gente está avaliando. A possibilidade existe, mas não é certeza. Também estou na batalha para ajudar a Gleisi a se eleger governadora", disse o petista.

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