­Além de con­fir­mar seu fa­vo­ri­tis­mo na ca­pi­tal e re­gião me­tro­po­li­ta­na, o go­ver­na­dor elei­to Be­to Ri­cha (­PSDB) te­ve ex­pres­si­va acei­ta­ção do elei­to­ra­do tam­bém nos cin­co prin­ci­pais co­lé­gios elei­to­rais do in­te­rior, que­bran­do a ex­pec­ta­ti­va de que Os­mar ­Dias (PDT) te­ria gran­de quan­ti­da­de de vo­tos e for­ça­ria um se­gun­do tur­no. Be­to foi elei­to com 52,44% dos vo­tos vá­li­dos (3.039.774) con­tra 45,63% de Os­mar (2.645.341). Mes­mo no re­du­to po­lí­ti­co de seu prin­ci­pal ad­ver­sá­rio, Ma­rin­gá (No­roes­te), o tu­ca­no te­ve der­ro­ta aper­ta­da, fi­can­do ­atrás por ape­nas 3%. Em Lon­dri­na, se­gun­do ­maior co­lé­gio elei­to­ral do Es­ta­do com ­mais de 352 mil elei­to­res, Be­to fe­chou com 71,87% con­tra 25% do pe­de­tis­ta, a ­maior di­fe­ren­ça en­tre os ­seis maio­res mu­ni­cí­pios in­te­rio­ria­nos. O lon­dri­nen­se de nas­ci­men­to so­mou exa­tos 190 mil vo­tos vá­li­dos. A vi­tó­ria tu­ca­na no pri­mei­ro tur­no pa­ra o Go­ver­no do Es­ta­do e a elei­ção de Glei­si Hoff­mann (PT) e de Ro­ber­to Re­quião (­PMDB) pa­ra o Se­na­do Fe­de­ral con­fir­ma, cla­ra­men­te, a di­vi­são do Pa­ra­ná em ­duas gran­des for­ças po­lí­ti­cas. Por ou­tro la­do, se­gun­do ana­lis­tas ou­vi­dos pe­la FO­LHA, o re­sul­ta­do que ­saiu das ur­nas pre­ser­va o tra­di­cio­nal equi­lí­brio en­tre li­de­ran­ças po­lí­ti­cas pa­ra­naen­ses. A vi­tó­ria em pri­mei­ro tur­no de um can­di­da­to a go­ver­na­dor não é no­vi­da­de no Pa­ra­ná. Em 1998, dez ­anos ­após ser ins­ti­tuí­da a elei­ção em ­dois tur­nos, Jai­me Ler­ner der­ro­tou Re­quião e foi ree­lei­to pa­ra o car­go que ocu­pa­va des­de 1994. ‘‘A elei­ção em pri­mei­ro tur­no já era es­pe­ra­da. O fa­tor sur­pre­sa fi­cou por con­ta de que não tí­nha­mos ne­nhu­ma pos­si­bi­li­da­de de apon­tar o ven­ce­dor, por­que a úl­ti­ma pes­qui­sa de in­ten­ção de vo­to apon­ta­va em­pa­te en­tre os ­dois prin­ci­pais ­candidatos’’, ob­ser­vou o ana­lis­ta po­lí­ti­co e pro­fes­sor de Éti­ca e Fi­lo­so­fia Po­lí­ti­ca da Uni­ver­si­da­de Es­ta­dual de Lon­dri­na (UEL), Clo­do­mi­ro Bann­wart Jú­nior.


● Órgão formado por um conjunto de eleitores com o poder de um corpo deliberativo para eleger alguém a um posto particular


● Ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade, fundamentando-se no pensamento humano

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