ELEIÇÕES 2006 - Decisão do STF limita coligações partidárias
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que ainda nestas eleições (outubro de 2006) vai continuar valendo a regra da verticalização das coligações. Esta regra diz que os partidos devem repetir nos Estados as mesmas alianças que fizeram para a disputa do cargo de presidente da República. A decisão do Supremo derruba a decisão do Congresso Nacional, que havia sancionado, no último dia 8, uma emenda constitucional liberando os partidos para fazer alianças nos Estados, independente da chapa formada para presidente. O primeiro voto favorável a manter a verticalização foi da ministra Ellen Gracie presidente do STF. De acordo com a decisão do STF, os partidos só terão liberdade para formar alianças na disputa de 2010. O artigo 16 da Constituição prevê que uma lei que altera o processo eleitoral só pode entrar em vigor no ano seguinte à sua aprovação. Na decisão do STF prevaleceu o princípio constitucional. Na decisão do Congresso, prevaleceu o critério político, atendendo às necessidades dos partidos já nestas eleições. O limite imposto às alianças eleitorais produzirá alterações imediatas no cenário da disputa presidencial. Analistas políticos afirmam que a maioria dos partidos preferirá ficar livre para compor coligações estaduais diversas em cada região, o que não será possível se lançarem candidato presidencial ou aderirem ao de outro partido. A verticalização também deixará poucas opções de alianças partidárias para o projeto de reeleição do presidente Lula. Em conseqüência, ele será obrigado a vincular sua imagem à do PT, o partido mais afetado pelo escândalo político, e a administrar palanques múltiplos e informais nos estados. Candidato apenas do PT, Lula perderá tempo na campanha de propaganda no rádio e na televisão.
Um partido político é uma agremiação de cidadãos com afinidades ideológicas e mesmos fins políticos. São a unidade básica das estruturas políticas da maior parte das democracias do mundo atual.
No latim, o adjetivo candidus significava alvo, brilhante. Em Roma, o cidadão que se apresentava para disputar um cargo público era chamado de candidatus porque ele envergava a toga candida (literalmente, a toga branca), uma capa feita de tecido alvíssimo. Essa brancura tinha um valor simbólico, pois indicava que a pessoa não tinha nenhuma mancha no seu caráter e que era merecedora do cargo pretendido.
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