ELEIÇÕES 2006 - Brasil tem 32 milhões de eleitores ligados na internet
O Brasil tem quase 126 milhões de eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Destes, cerca de 32 milhões utilizam a internet, conforme dados do instituto de pesquisas Ibope. Ou seja, 25% do total de eleitores brasileiros podem buscar informações sobre as eleições na rede mundial de computadores. Um levantamento coordenado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, ainda em desenvolvimento, aponta que o impacto desta nova mídia no voto depende não só do número de pessoas que têm acesso a ela e do interesse na eleição, mas da criatividade de partidos no uso da rede. Quem trabalha com o meio precisa driblar o fato da internet não estar devidamente inserida na legislação eleitoral. A dúvida é se os partidos vão usar a falta de regulamentação para divulgar boatos sobre políticos adversários. Em geral, quando os responsáveis pelas páginas oficiais dos candidatos têm dúvidas sobre a internet, eles acionam os advogados para fazer consultas ao Tribunal Superior Eleitoral. Em 1998, apenas uma dúvida foi apresentada ao tribunal. Em 2006, já foram realizadas quatro consultas. Atualmente, a lei proíbe apenas a propaganda de candidatos em páginas de provedores de acesso à internet. O candidato pode participar de debates em salas de bate-papo. E a propaganda não precisa se resumir aos sites oficiais. De acordo com a legislação eleitoral, os veículos de comunicação sujeitos a concessão ou permissão do governo, como rádio e TV, não podem dar opinião sobre os candidatos. Os jornais impressos, ao contrário, podem dar opinião e veicular matéria paga.
É a instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral brasileira. TSE não tem quadro próprio sendo composto por no mínimo 7 membros sendo eles 3 juízes escolhidos dentre os ministros do STF, 2 juízes dentre os ministros do STJ e 2 advogados indicados pelo STF e nomeados pelo Presidente da República.
Foi criado em 1942 pelo radialista Auricélio Penteado, proprietário da Rádio Kosmos de São Paulo. Naquele ano, ele decidiu aplicar no Brasil técnicas de pesquisa aprendidas nos Estados Unidos com George Gallup, fundador do American Institute of Public Opinion, para saber como andava a audiência de sua emissora. Ao medir a audiência das rádios de São Paulo, Auricélio constatou que a Rádio Kosmos não estava entre as mais ouvidas. A partir daí, passou a dedicar-se exclusivamente às pesquisas.
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





