Um levantamento feito pelo Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), que idealizou o fórum de debates em torno dos possíveis candidatos nas eleições municipais de outubro, aponta que de 1995 até 2003, dois ex-prefeitos tiveram as prestações de contas do município não aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TC).
Conforme o relatório encaminhado pelo TC, não foram aprovadas as contas de 1995 na gestão de Luiz Eduardo Cheida (eleito pelo PT e hoje no PMDB) e 1997 e parte de 2000 estas durante o mandato de Antonio Belinati (eleito pelo PDT e hoje no PSL). No período analisado, somente foram aprovadas as contas de 1996. A prestação de contas de 1998 está sendo apreciada pelo relator Fernando Guimarães; a de 1999, está na Diretoria de Contas Municipais, e a de 2003, na Procuradoria do TC.
Segundo o presidente do Ceal, Nelson Brandão, o relatório do TC foi encaminhado à subseção Londrina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que integra o fórum de debates. ''O que o TC faz é avisar a Câmara que a conta não foi aprovada. Agora a Câmara tem que votar. Se reprovar (as contas), o administrador que estava no poder no momento não pode ser candidato a nada'', afirmou. O presidente da OAB, José Carlos Rocha, disse que ainda deverá analisar o relatório.
Os representantes das entidades que compõem o fórum ainda deverão contatar o juiz eleitoral Roberto Ferreira do Vale e a Câmara de Vereadores para saber se as prestações de contas não aprovadas já foram encaminhadas.
Conforme a assessoria de imprensa da Câmara, a última prestação de contas da Prefeitura analisada pelos vereadores foi a de 1994. A prestação foi aprovada no dia 21 de novembro de 2002.
Belinati disse que ainda não recebeu nenhum comunicado oficial do TC sobre a não aprovação das contas. ''Só depois que eu receber vou me posicionar.'' Cheida, que atualmente é secretário Estadual do Meio Ambiente, afirmou que o fato do TC ''não ter aprovado a conta não significa que foi reprovada, mas que ainda está sob análise''. ''Se não me engano o TC está questionando um empréstimo da Sercomtel. Foi uma ocasião em que pedi recursos da Sercomtel que o TC considera empréstimo e nós não. Foi um projeto aprovado pela Câmara'', alegou.

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