Dida Sampaio/AECandidatoAntônio Carlos Magalhães caminha pelo Parque da Cidade, em BrasíliaBRASÍLIA - A eleição, amanhã, do presidente do Senado obedecerá a um ritual feito especialmente para a ocasião. Afinal, é a segunda vez desde l946 que a falta de acordo entre os partidos leva a disputa para o plenário. Os candidatos do PFL, Antonio Carlos Magalhães (BA), e do PMDB, Íris Resende (GO), vão disputar cada um dos votos dos colegas. A votação será secreta. Os dois concorrentes confiam na vitória. ACM espera obter a maioria do placar com a ajuda dos 13 senadores do PSDB, que hoje devem formalizar o apoio a seu nome. Íris Resende acredita que o cargo será seu com o aval dos 11 senadores do recém-criado bloco da esquerda.
As regras da eleição foram definidas pelos senadores Bernardo Cabral (PFL-AM), Geraldo Melo (PSDB-RN) e Nabor Júnior (PMDB-AC), a pedido do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O voto de Sarney será contado da mesma forma que os dos demais senadores. A sessão será aberta às 14h30.
Segue-se a entrega aos senadores da cédula única, rubricada pelos três senadores, com o nome dos dois candidatos em ordem alfabética. De acordo com Nabor Júnior, a contagem dos votos será feita depois de os 81 senadores votarem.
O preenchimento dos demais cargos da Mesa será acertado pelos senadores no intervalo a ser aberto duas horas depois de eleito o sucessor de Sarney. Se ACM for o novo presidente, o PMDB terá direito à primeira-secretaria e à segunda vice-presidência. No entanto, se Resende for eleito, esses cargos continuarão a ser do PFL.

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