Curitiba - O quadro político para as eleições municipais em Curitiba está finalmente definido. Com o prazo para os partidos declararem suas coligações encerrando ontem, PSL e PSC definiram seus apoios ontem respectivamente às candidaturas de Beto Richa (PSDB) e Angelo Vanhoni (PT).
A definição das duas siglas confirmou a divisão de quase todos os partidos da cidade em duas grandes chapas. A ''grande frente de esquerda'' idealizada por Vanhoni acabou não saindo tão de esquerda assim: além da adesão do PSC do ex-secretário de Estado da Fazenda de Jaime Lerner (PSB) Giovani Gionédis, o PTB também confirmou apoio ao petista. Além das duas siglas, integram a coligação em torno de Vanhoni o PMDB, o PCdoB e o PCB.
Ao mesmo tempo, a candidatura de Beto Richa supostamente independente do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) conta com várias siglas que apoiaram Cassio nos últimos oito anos. PP, PSB, e PSL integram a aliança majoritária com o PSDB. O PDT, que fazia oposição a Cassio na Câmara Municipal, completa o chapão tucano.
Os outros candidatos optaram (ou em alguns casos foram forçados) a indicar para o cargo de vice-prefeito apenas nomes de seus próprios partidos. O PFL indicou ontem a administradora regional da Boa Vista, Silvana Gioppo, como vice de Osmar Bertoldi. Já o PV havia anunciado no início do mês a chapa Melo Viana-Paulo Murta para disputar a prefeitura em outubro. Mauro Moraes (PL) encabeça a dobradinha com o deputado estadual Oliveira Filho. O único partido que não anunciou o vice até o início da noite de ontem foi o PPS. Os nomes do deputado estadual Marcos Isfer e do engenheiro Augusto Canto Neto eram os mais cotados para serem indicados para a vice de Rubens Bueno.

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