Curitiba - Está quente a disputa pela presidência da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol). Com o prazo final para a inscrição das chapas para a eleição terminando hoje, a troca de ''gentilezas'' entre os candidatos e as acusações de que o governo do Estado estaria interferindo na disputa começam a surgir.
Três candidatos estão disputando as eleições para a presidência da Adepol, marcadas para acontecer no dia 4 de outubro. João Ricardo Képes de Noronha, atual vice-presidente da associação; Luiz Antônio Zavataro, responsável pela Central de Polícia Integrada; e Nabor Bento Lobo Sottomaior, responsável pela Divisão de Polícia do Interior disputam a preferência dos 576 delegados aposentados e da ativa credenciados a votar.
O relacionamento de cada candidato com o governo do Estado tem sido o principal motivo de discussão dentro da Polícia Civil. Tanto Noronha como Zavataro apontam Sottomaior como o candidato apoiado pelo governo Roberto Requião (PMDB), afirmando que o secretário de Estado da Segurança Luiz Fernando Delazari estaria fazendo campanha pelo delegado.
Sottomaior, que é responsável pela Divisão de Polícia do Interior, não confirma o apoio oficial de Delazari, mas dentre os candidatos é o que mais se desdobra em elogios à atual gestão na área de Segurança. ''Tanto o secretário Delazari como o governador Requião merecem elogios. Concordo com a forma como está sendo tocada a política de segurança, especialmente no tocante à Polícia Civil'', afirmou Sottomaior.
Sottomaior acredita que o seu trânsito no Palácio Iguaçu pode facilitar o diálogo em busca de reivindicações da Adepol. ''A atual gestão tem escolhido o caminho das ações judiciais e do confrontamento para garantir avanços para os delegados. As portas para o diálogo com o governo estão literalmente fechadas. Nós queremos estreitar os laços com o governador. É muito mais fácil ganhar o que queremos sem briga'', acredita.
O vice-presidente da Adepol, João Ricardo Képes de Noronha, discorda de Sottomaior. ''Em nenhum momento da história da Adepol conseguimos vantagens sem luta ou coragem. Os delegados querem uma Adepol inteligente e corajosa, e não uma serviçal do governo'', resumiu.

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