César Felício
Agência Estado
De Brasília
A proliferação de candidatos poderá ser a marca das eleições municipais deste ano nas grandes cidades. Faltando menos de nove meses para o pleito, a tendência dos partidos é de evitar coligação. O exemplo mais radical vem do Rio de Janeiro: já são treze os pré-candidatos e nenhum partido manifestou intenção de fazer aliança. Em São Paulo, a hipótese mais provável é que pelo menos nove candidaturas se apresentem, com o PMDB podendo compor com a ex-prefeita Luíza Erundina (PSB) e o PFL e PTB tendendo a uma aliança com Geraldo Alkmin (PSDB).
Até mesmo sólidas alianças firmadas para a eleição de 1998 e que foram levadas para os governos estaduais eleitos este ano estão se desmanchando agora. Em Maceió, por exemplo, os partidos de esquerda que se uniram para eleger o atual governador Ronaldo Lessa (PSB) não irão apoiar a reeleição da prefeita Kátia Born (PSB).
O PT deverá lançar a senadora Heloísa Helena e o PPS, o deputado Régis Cavalcante. Já em Goiânia a desunião deve vir dos partidos aliados ao presidente Fernando Henrique Cardoso. A coligação ‘‘Novo Tempo’’, formada pelo PTB, PPB e PFL para eleger Marcone Perillo (PSDB) governador pode se fracionar em quatro. O PSDB tentará reeleger o atual prefeito Nion Albernaz ou lançará a deputada Lúcia Vânia. O PPB por ora lidera as pesquisas com a candidatura do deputado estadual Sandes Júnior. O PTB já lançou o ex-prefeito Darci Accorsi e o PFL poderá lançar um de seus dois deputados federais: Ronaldo Caiado ou Vilmar Rocha.
Para o secretário-geral do PSDB, deputado Márcio Fortes (RJ), é a falta de clareza sobre o quadro para a eleição presidencial de 2002 que está estimulando as direções nacionais das legendas a não trabalharem por coligações locais. ‘‘Só o Lula e o ex-governador Ciro Gomes (PPS) são candidatos para 2002, os demais partidos precisam exercitar seus músculos agora, para ganhar espaço político’’.

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