Um exército de 110 mil pessoas vai trabalhar nas eleições do dia 4 de outubro no Paraná. As convocações já estão sendo feitas pela Justiça Eleitoral. A maioria dos convocados são mesários - 95 mil pessoas - segundo a Coordenadoria de Planejamento de Eleições do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Os outros 15 mil são escrutinadores, auxiliares, policiais, funcionários da Justiça Eleitoral, promotores e juízes.
A coordenadora de Planejamento de Eleilões do TRE, Daniela Borges de Carvalho, diz que, apesar do aumento do eleitorado em relação a 1996, o número de pessoas que vai trabalhar nas eleições é praticamente o mesmo. ‘‘É que diminuiu muito o número de escrutinadores por causa da informatização’’, explica.
Dos 6,3 milhões de eleitores, cerca de 40% farão uso da urna eletrônica. São 21 municípios com votação informatizada, quando, em 96, apenas Curitiba e Londrina contaram com a urna eletrônica. O restante - 378 municípios - ainda terá votação manual.
O treinamento das pessoas que vão atuar no processo eleitoral começa a ser organizado pelos cartórios eleitorais de cada município. De acordo com Daniela Carvalho, é preciso que cada um conheça bem sua função. ‘‘E todo esse contingente de 110 mil pessoas está sendo treinado por apenas mil funcionários da Justiça Eleitoral no Estado’’, explica.
Desde julho, os cartórios estão trabalhando ininterruptamente, incluindo finais de semana e feriados. ‘‘É muito eleitor e candidato para atender. Além do mais é preciso preparar tudo com antecedência. Segurança, transporte, alimentação. É tudo num só dia. Inadiável’’, comenta a funcionária do TRE.
Daniela Carvalho diz que a maioria dos eleitores recebe bem a convocação. ‘‘Não que eles adorem acordar às 6 da manhã, mas no decorrer do dia acaba sendo divertido. Muitos se conhecem de outras eleições, alguns são amigos e acaba sendo descontraído’’, garante. O trabalho começa às 7 horas e vai até às 17 horas.
O critério para selecionar os voluntários para trabalhar no pleito é escolaridade. O TRE dá preferência para pessoas que têm 2º grau.
Segundo a coordenadora de Planejamento de Eleições do TRE, os ‘fujões’ são exceção no processo eleitoral. ‘‘Menos de meio por cento apresenta alguma desculpa ou tenta se livrar do trabalho. Normalmente eles se apresentam’’, afirma. Mas ela alerta que aqueles que forem convocados e se recusarem a trabalhar nas eleições estão sujeitos a multa a ser fixada pelo juiz eleitoral. ‘‘E ainda sofre um processo’’, explica.

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