Eleição foi tranqüila, diz Pertence
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domingo, 03 de outubro de 2004
Folhapress 
Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Sepúlveda Pertence, disse ontem que ''as eleições transcorreram na mais absoluta tranquilidade'', sem ''nenhum evento grave'', e informou o registro de pequeno índice de substituições de urnas eletrônicas.
Até 20h39, o TSE totalizava 50,56% dos votos apurados no País de um total de 119.820.377. Pertence manteve a previsão de que 90% dos votos seriam apurados até as 24 horas de ontem. A primeira capital a fechar a apuração foi Curitiba e o primeiro município foi Ermo (SC), segundo o TSE.
Pertence afirmou não ter ficado surpreso com os problemas de violência no Rio de Janeiro. ''Creio que os episódios não ultrapassaram o que era de se esperar numa situação social conflagrada, como a vivida no Rio.''
Segundo Pertence, 2.862 urnas eletrônicas (0,79%) foram trocadas por outras, contra um índice de 1,04% no primeiro turno das eleições gerais de 2002. Outras 225 máquinas (0,06%) tiveram de ser substituídas pelo sistema de votação nominal, em cédula, contra 0,20% em 2002.
O ministro disse que a apuração demorou a começar na Bahia por um problema técnico. Os computadores do TSE estavam sem sincronia de horário com os do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O primeiro turno foi realizado com um estoque de 681 processos pendentes de decisão no TSE. O presidente do tribunal disse que esses recursos serão julgados nos próximos dias.
Os candidatos que já têm decisão do TRE de seu Estado cancelando o seu registro tiveram os votos contabilizados como nulos. Somente se reverter a situação judicial, terá a sua votação computada.
No início da tarde, o secretário de Informática do TSE, Paulo Camarão, informou, com base em dados das 14 horas, que até aquele momento haviam sido substituídas apenas 0,42% das urnas (1.717 de um total 406.689 urnas). O índice foi considerado por ele ''bastante confortável'', pois o TSE trabalhava com a margem de substituição de 1% das urnas índice da eleição de 2002.
Desse conjunto de 1.717 urnas, 93 foram substituídas pela votação manual, sendo nove delas da cidade gaúcha de Ponta Negra, na qual a cédula eletrônica não trazia o nome de um dos candidatos à prefeitura. A opção, então, foi fazer a votação manual em todo o município.


