Goioerê A Justiça Eleitoral de Goioerê (67 km a oeste de Campo Mourão) terá a ajuda da Polícia Federal para as eleições de hoje. O reforço foi pedido pelo juiz eleitoral Luciano Carrasco Falavinha de Souza, com apoio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). No primeiro turno, no dia 6 de outubro, mais de 200 pessoas foram presas na cidade, seja por propaganda irregular, desrespeito à lei seca ou desordem eleitoral.
Segundo o corregedor regional eleitoral, desembargador Moacir Guimarães, a presença da PF será para ''prevenir possíveis desvios de conduta daqueles que, inadvertidamente busquem a perturbação da ordem pública''. Nas eleições do dia 6, apenas na seção eleitoral da Vila Guaíra, 79 eleitores foram presos de uma vez por desordem eleitoral. Eles desrespeitaram o juiz, que tentava organizar as filas da seção.
As detenções causaram polêmica na Câmara de Vereadores de Goioerê, que aprovou uma moção de repúdio ao juiz eleitoral. O vereador Walter Fernandes Martins (sem partido) chegou a acusar Souza de abuso de autoridade. A denúncia da Câmara foi enviada ao TRE, mas o órgão concluiu que não houve nenhum indício de abusos na atuação do juiz e considerou o repúdio da Câmara como uma ''postura injusta''.
''Órgãos representativos da sociedade goioerense atestam que o episódio ocorreu de forma bem diferente da narrada pelo edil representante'', escreveu o desembargador Moacir Guimarães em ofício enviado à Câmara de Goioerê. O juiz Falavinha de Souza anunciou que vai manter hoje o mesmo rigor do primeiro turno. Segundo ele, há um costume antigo na cidade de não se respeitar a legislação eleitoral.

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