Eleição do PT pode parar na Justiça
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terça-feira, 09 de outubro de 2001
Lino Ramos<br> De Londrina 
A eleição para a presidência do PT no Estado pode parar na Justiça. O deputado federal padre Roque Zimmermann, derrotado pelo atual presidente da sigla, André Vargas, disse ontem que vai questionar o resultado da eleição, ocorrida no último domingo. Ele ficou revoltado com a impugnação de 509 votos em 11 municípios onde tinha a maioria dos filiados. ''Me sacanearam com pelo menos 500 votos'', denunciou. Ele acusa o grupo de Vargas de cometer diversas irregularidades e pretende relatá-las hoje à executiva estadual. O deputado disse que não pretende rachar o partido, mas não irá ficar calado. ''Não vou aceitar essa fraude no resultado das urnas.''
Vargas, vereador em Londrina, foi eleito com 4.009 votos, contra 3.786 dados a Zimmermann. O segundo turno da eleição contou com a participação de 7.919 filiados e a apuração dos votos foi concluída ontem. Vargas foi eleito para um mandato de três anos. Há seis meses, o vereador exerce um ''mandato tampão'' conferido pela executiva estadual do PT após a eleição de Nedson Micheleti para a prefeitura de Londrina.
O resultado da disputa fortalece a pré-candidatura do deputado estadual Ângelo Vanhoni ao Palácio Iguaçu e ao mesmo tempo enfraquece as pretensões do grupo do deputado federal Florisvaldo Fier, o doutor Rosinha, que havia colocado Padre Roque como pré-candidato. Vanhoni tem o respaldo dos 436.270 votos obtidos no segundo turno das eleições municipais em Curitiba, quando foi derrotado por Cassio Taniguchi (PFL), que fez 26.541 (2,9%) votos a mais que o petista.
Com a vitória de Vargas o PT pode costurar uma ampla aliança política para as eleições de 2002, ao contrário do grupo de Padre Roque que só aceita uma ligação com o PMDB. ''Temos que manter conversações com todos os partidos, ou no primeiro ou no segundo turno, não podemos tratar o PDT como nosso adversário, é um aliado que pode estar junto no segundo turno. O PPS também é um aliado e vamos tratá-lo com relevância, mas não abrimos mão da candidatura própria'', avaliou.
O prefeito Nedson Micheleti acredita que o adversários irão aceitar o nome de Vanhoni. Agora o partido deverá definir a chapa de deputados e o provável leque de alianças. ''Os partidos favoráveis ao Lula para presidente e que quiserem se somar com a gente serão bem-vindos'', afirmou.


