Eleição divide prefeitos do PFL
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quinta-feira, 09 de maio de 2002
Maria Duarte <br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os 85 prefeitos do PFL do Paraná estão rachados. A apenas três dias da reunião da executiva estadual que vai definir o rumo do partido nas eleições de outubro, eles ainda não chegaram a um consenso. Sondagem feita pelo prefeito de Barracão, Joarez Lima Heinrichs, filiado no partido e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), indica que 55% preferem compor a aliança governista, enquanto 45% defendem candidatura própria.
É uma diferença muito apertada, avaliou Heinrichs. A expectativa era que os prefeitos definissem uma posição ontem, mas não houve acordo. Por isso, foi agendado um café da manhã, às 7 horas, em Curitiba, pouco antes da reunião da executiva, marcada para as 9 horas de segunda-feira.
A meta é afinar o discurso e defender o posicionamento dos prefeitos antes da cúpula estadual bater o martelo. A decisão pode sair no voto. São 13 membros na executiva, entre eles o presidente João Elísio Ferraz de Campos; seu vice, o deputado federal Abelardo Lupion; e a primeira-dama Fani Lerner, que é a segunda vice. Qualquer que seja nossa decisão, o grupo de prefeitos tem que ser ouvido antes, afirmou Heinrichs.
A executiva deve optar pelo apoio ao candidato do PSDB, o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa. A candidatura do filho do ex-governador José Richa conta com a simpatia do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). Cassio prefere o nome tucano porque tem uma série de desentendimentos com um dos pré-candidatos do PFL, o deputado federal Rafael Greca. O outro pré-candidato pefelista, o ex-secretário do Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski, tem o respaldo de prefeitos.
A ala de deputados federais que defende a candidatura própria prefere minimizar a iminente orientação do PFL estadual. Para eles, formalização mesmo só acontece na convenção do partido, que deve ser realizada entre os dias 10 e 30 de junho, de acordo com a legislação eleitoral.
Os oito deputados estaduais pefelistas avaliam que a coligação seria mais proveitosa. Nos cálculos do líder da legenda na Assembléia, Plauto Miró Guimarães, com um candidato próprio, nem os oito parlamentares conseguiriam se reeleger. Já com o chapão, seria possível aumentar a bancada.


