Curitiba - Depois de uma semana de recesso, por conta da realização do projeto "Parlamento Universitário", os deputados estaduais retornaram ao trabalho ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, sem grandes polêmicas e prometendo atuação firme mesmo diante da proximidade das eleições municipais, marcadas para 2 de outubro. Pelo menos sete parlamentares são candidatos ou pré-candidatos a prefeito: Maria Victória (PP), Ney Leprevost (PSD), Requião Filho (PMDB) e Tadeu Veneri (PT) em Curitiba; Chico Brasileiro (PSD) em Foz do Iguaçu; e Paranhos (PSC) e Márcio Pacheco (PPL) em Cascavel.
De acordo com o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), as sessões no segundo semestre transcorrerão normalmente, havendo apenas a possibilidade de antecipar as plenárias das quartas-feiras para o período da manhã. "Claro que teremos um processo eleitoral, mas eu vou procurar fazer sessões normais." Segundo o tucano, como a campanha foi reduzida de 90 para 45 dias, a rotina não deve se alterar. "É uma eleição de mídia - rádio e televisão. Portanto, o parlamentar não tem condições de estar presente na grande maioria dos municípios em função do tempo curto que a legislação eleitoral impôs."
Paranhos (PSC) fez a mesma análise. "Não chega a atrapalhar, porque teremos uma eleição extremamente curta, com apenas seis semanas de campanha. As propostas que aí estão vão tramitar e temos um número pequeno de candidatos", opinou. Sem citar nomes, Traiano disse ainda que dois deputados sinalizaram com a possibilidade de pedir uma licença sem vencimentos, entretanto, até o momento nenhum deles encaminhou a solicitação à Mesa Executiva.
Uma das questões que devem gerar discussões é a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. A gestão Beto Richa (PSDB) adiantou não ter dinheiro para pagar a data-base do funcionalismo e mais as progressões em atraso. Traiano confirmou que persiste a a ideia de aguardar a aprovação de duas matérias que tramitam na Câmara Federal - a PEC 241, limitando os gastos com pessoal à inflação, e o PLP 257, referente à dívida da União com os Estados, – para só então tomar uma decisão. "Devemos votar no mês de setembro ou outubro, dentro daquilo que a gente já havia anunciado, aguardando a decisão da PEC e do projeto."

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