Eleição da UFPR pode ter abstenção recorde
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domingo, 25 de novembro de 2001
Rodrigo Sais <br> De Curitiba 
Mesmo com o adiamento por uma semana das eleições para reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a abstenção dos alunos na votação do dia 5 de dezembro deve ser recorde. Os candidatos Luiz Edson Fachin e Carlos Augusto Moreira Júnior prevêem dificuldades para mobilizar os 20 mil estudantes da instituição, que está em greve desde o dia 22 de agosto.
Para Fachin, professor de Direito e candidato da chapa ''Ser UFPR'', caso a greve não termine até o dia da eleição, a apresentação das propostas aos alunos será prejudicada. ''Nosso objetivo é conclamar os estudantes a participarem do processo, mas a paralisação faz isto ficar inviável. Estamos entrando em contato com os diretórios estudantis para tentarmos essa aproximação'', explica Fachin.
A estratégia da chapa ''Universidade plural, dinâmica e participativa'', encabeçada pelo professor de Medicina Moreira Júnior, aposta em campanhas na mídia para incentivar a participação dos estudantes no debate entre os dois candidatos, no próximo dia 28. ''Não temos como entrar em contato direto com todos os estudantes. O ideal seria que a universidade estivesse trabalhando durante as eleições'', afirma o candidato.
Segundo o responsável pelo comitê financeiro de Moreira Júnior, Zaki Akel, as inserções na mídia custarão R$ 4 mil, valor que não estava previsto no princípio da campanha. ''Ao contrário da outra chapa, que já faz uso da propaganda desde o começo da campanha, nós não tínhamos essa intenção'', explica. Segundo Akel, o custo da campanha deve girar em torno de R$ 25 mil.
Já o tesoureiro de Fachin, Luiz Miguel Justo da Silva, não soube precisar o custo total da campanha. ''Tivemos muita ajuda de simpatizantes, que cederam a sede do comitê e os serviços de gráfica para nossa chapa. Nosso maior gasto foi com divulgação, que foi em torno de R$ 9 mil'', afirma.


