Eleição da nova Mesa da Câmara será realizada às 18 horas
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2011
Redação FolhaWeb com Agência Câmara 
Os deputados que tomaram posse hoje(1) às 10 horas terão de votar em quem vai dirigir a Câmara pelos próximos dois anos. Serão eleitos um novo presidente; dois vice-presidentes; quatro secretários e quatro suplentes.
A votação será realizada pelo sistema eletrônico,e a estimativa é que o processo eleitoral de todos os cargos da Mesa Diretora seja finalizado em três ou quatro horas, mesmo que haja segundo turno.
É a terceira vez que a tecnologia vai agilizar o processo eleitoral da Mesa. Até 2007, as votações eram realizadas com cédulas de papel, e o processo chegava a durar mais de um dia. Em 2005, o novo presidente só foi empossado no dia seguinte à votação, e a definição de todos os cargos da Mesa demorou dois dias.
Acessibilidade
A novidade deste ano é que foi desenvolvido um sistema especial para o voto de parlamentares portadores de necessidades especiais, como é o caso da paulista Mara Gabrilli (PSDB), tetraplégica. A parlamentar também vai contar, durante a legislatura, com um posto de votação especial, para que realize as suas votações com sigilo e independência de terceiros.
As sete urnas utilizadas pelos parlamentares na eleição da Mesa foram desenvolvidas pelo Centro de Informática da Câmara e possuem vários dispositivos para garantir a segurança e o anonimato dos votos.
Os parlamentares são identificados pela impressão digital antes de registrar os votos, que são criptografados para garantir o sigilo da informação. Além disso, os dados das urnas eletrônicas são isolados, ou seja, não podem ser acessados por outras redes da Casa.
Processo eleitoral
A eleição da Mesa terá início às 18 horas. Quem coordena o andamento das eleições são os componentes da Mesa anterior, desde que tenham sido reeleitos e não sejam candidatos. Como o atual presidente, Marco Maia é candidato, a expectativa é que os trabalhos deste ano sejam dirigidos pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), veterano da Casa. A votação só será iniciada quando houver pelo menos 257 parlamentares em plenário.
Iniciado o processo, cada deputado registra todos os 11 seus votos de uma só vez na urna eletrônica, que traz a foto dos candidatos e tem tela sensível ao toque. Cada deputado demora, em média, entre um e dois minutos para votar, segundo a Cosev.
A apuração é realizada por cargo, iniciando-se pelo presidente. Só depois de eleito o novo presidente serão definidos os demais integrantes da Mesa, nesta ordem: dois vice-presidentes; quatro secretários; e quatro suplentes.
Para ganhar em primeiro turno, o candidato precisa da maioria absoluta (metade mais um) dos votos dos presentes. Se nenhum deles alcançar esse número, será realizado segundo turno entre os dois mais votados, em que será eleito o que tiver o maior número de votos.
Disputa
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) registrou há pouco sua candidatura à Presidência da Câmara. Ele participa da disputa como candidato avulso, pois seu partido já declarou apoio à candidatura de Marco Maia (PT-RS).
Bolsonaro é o terceiro candidato ao cargo. Além dele, o deputado Sandro Mabel (PR-GO) já registrou sua candidatura. Marco Maia, que tem o apoio de 21 dos 22 partidos com representação na Casa, registrará sua candidatura às 15h30.
Jair Bolsonaro disse que se candidatou com a intenção de passar aos mais novos a mensagem de que não se deve aceitar imposição de candidatura do Executivo. Ele afirmou que "não tem ilusão nem voto", não tem adeptos como o candidato avulso Sandro Mabel nem ministérios ou estatais para oferecer em troca de votos.
Os partidos têm até as 17 horas, uma hora antes do início da eleição, para registrar seus candidatos. As vagas são negociadas por acordo, seguindo a proporcionalidade partidária, mas isso não impede o registro de candidaturas avulsas. Por liberalidade da Mesa, qualquer deputado pode se candidatar à Presidência, independentemente do critério da proporcionalidade.
No caso dos outros cargos, parlamentares do mesmo partido com direito à vaga podem ser candidatos, mesmo que não sejam indicados oficialmente pela legenda.


