Até às 22h30 de ontem, a eleição para a nova mesa diretiva da Câmara de Londrina ainda não tinha sido realizada e o quadro permanecia indefinido. Os dois candidatos à presidência do Legislativo, os tucanos Beto Scaff e Tercílio Turini, permaneciam em campanha e tentavam atrair votos para si. As reuniões de bastidores foram muitas e pelo menos duas suspensões de meia hora ocorreram na sessão preparatória para a eleição.
Inicialmente, a impressão é que Scaff ganharia o pleito com facilidade. Numa reunião realizada na quinta-feira da semana passada na casa do vereador Renato Araújo (PPB), o tucano conseguiu aglutinar 13 votos. Como Araújo, alguns nomes que fecharam com Scaff têm ou tiveram relação com o prefeito cassado de Londrina, Antonio Belinati (sem partido).
Justamente essa proximidade com Belinati, no entanto, acabou pesando para alguns vereadores. Ninguém queria iniciar o mandato com o incômodo rótulo de belinatista. Outros foram pressionados a mudar de posição. O vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), por exemplo, deixou de apoiar Scaff depois de uma assembléia do ‘‘Movimento Cristo Te Ama’’ (Cristma), no último domingo. O movimento compõe sua base de sustentação política e exigiu a mudança.
Outros vereadores que inicialmente votariam em Scaff também estavam estavam indefinidos no começo da noite. Entre eles, João Abussafi (PRTB) e Sandra Graça (PSB). A última exerceu os cargos de chefe de gabinete e presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) na administração de Belinati. ‘‘Ainda não conheço as chapas e quero discutir primeiro. Espero que o escolhido seja uma pessoa que tenha habilidade política e capacidade administrativa e técnica’’, disse Sandra.
Por causa das indefinições, era difícil prever qualquer resultado. Os boatos eram muitos, dando conta de apoios de que migravam de um lado para o outro. Um final distante do que buscaram os próprios vereadores, que fizeram uma série de reuniões para evitar o bate-chapa. (L.H.)

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