Eleição confirma fissura aberta entre os partidos
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2001
Rosa Costa Agência Estado De Brasília 
A eleição de Jader Barbalho confirmou o racha entre as bancadas do Senado. Jader obteve um único voto além dos 26 do partido e dos 14 do PSDB, que o apoiou desde o início da campanha. Os outros 40 votos partiram de parlamentares que, por não concordarem com a a candidatura dele, votaram nos senadores Arlindo Porto, lançado na disputa na última hora pelo PFL, e Jefferson Peres, nome escolhido pela oposição depois de constatado o fracasso das tentativas para que o PMDB, maior partido da Casa, lançasse um nome de consenso.
O ambiente no plenário esteve menos tenso do que nos últimos dias, quando foram feitas as últimas articulações para a eleição, em meio a troca de insultos entre ACM e os aliados de Barbalho. Os dois senadores evitaram adotar posturas que poderiam ser entendidas como provocação.
Nem mesmo o deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), tido como um dos mais inflamados seguidores de ACM, fez por onde alimentar o clima de discórdia no período em que permaneceu no plenário do Senado. Outro parlamentar tido como provocador, o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), quando perguntado o que fazia ali, longe da eleição do presidente da Casa, dizia que procurava o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Geddel retornou à Câmara depois de ter cochichado por alguns minutos com Calheiros.
O placar da vitória de Barbalho esteve abaixo do que era previsto por líderes do PFL, que calculavam um total de 43 votos, e de senadores peembedebistas, como Ney Suassuna (PB) e Gilvan Borges (AP), que imaginavam que o líder teria entre 45 e 50 votos.


