Há controvérsia sobre a possibilidade de o vice-governador Geraldo Alckmin (PSDB), assumindo em definitivo o governo de São Paulo, ser candidato a titular do cargo em 2002. Alckmin é visto por setores do PSDB como candidato ao governo paulista. Em decisões recentes, o TSE considerou que os vices que sucederem os titulares poderão candidatar-se ao cargo de governador ou prefeito para um único período subsequente. ‘‘Essa é a tendência majoritária no tribunal’’, afirmou o ex-ministro do TSE Edson Vidigal. Seguindo essa interpretação, se Alckmin assumisse o governo de São Paulo poderia se candidatar a governador em 2002, mas não poderia ser reeleito em 2006.
O problema está na emenda da reeleição, que diz: ‘‘O presidente da República, os governadores de Estado e do Distrito Federal, os prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente’’.
Dois ex-ministros do TSE – Eduardo Ribeiro e Eduardo Alckmin – concordam que, da forma como o dispositivo foi escrito, dá margem a dúvidas. Particularmente, os dois consideram que Alckmin não está impedido de concorrer ao governo em 2002. Primo de Geraldo, Eduardo considera que o vice que já se reelegeu é elegível pelo menos por um mandato de titular. Ex-corregedor do TSE, Ribeiro entende que Alckmin poderia se candidatar ao governo paulista porque nunca foi eleito governador.

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