O coordenador da campanha de Álvaro Dias ao Senado no Paraná, o senador Osmar Dias (PSDB), disse ontem à Folha que as acusações da cúpula do PPB não têm o menor fundamento e que o candidato do partido ao Senado, o empresário Tony Garcia, ‘‘só está tentando se valorizar nas negociações que vem mantendo com o Palácio Iguaçu’’. ‘‘Estamos com a campanha do Álvaro projetada e não temos nenhuma preocupação com os nossos adversários. Se ele (Garcia) quer concorrer, que vá à disputa’’, observou Osmar.
O senador garantiu ainda que o irmão, Álvaro Dias, não disparou nenhum telefonema para o Palácio Iguaçu ou para o presidente nacional do PPB, ex-prefeito Paulo Maulf, como alegam os pepebistas. ‘‘Sou o único que está em contato direto com o Álvaro na França. Antes de ele viajar, me pediu para que ninguém do PSDB interferisse nas costuras políticas do Paraná. A situação estava consumada. Se houve mudanças na chapa do governador, por exemplo, foi por vontade própria do Lerner e por seu medo de ser derrotado nas eleições’’, ponderou.
Osmar afirmou ainda que conversou com o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), por telefone, na noite do último sábado. ‘‘O presidente disse que teve medo de perder o nosso apoio aqui no Paraná e que a situação estava resolvida’’, relatou. Para o senador, a postura do PSDB com o PPB sempre foi de muito respeito. ‘‘Tentamos uma coligação, mas não foi possível. O partido pode avançar no sentido que desejar, lançando um ou vinte candidatos, como quiser’’, reforçou.
O coordenador da campanha de Álvaro no Estado voltou a frisar que não houve acerto político nenhum entre o irmão e o governador Jaime Lerner. Muito menos qualquer ‘‘acordo branco’’, como ficou conhecida a fórmula de Brasília para evitar o confronto entre PFL e PSDB nas eleições de outubro. ‘‘O que deixamos claro para o presidente é que o PSDB do Paraná tem a clara intenção de fazer uma campanha casada com a nacional, como prova de apoio a sua reeleição’’, assinalou Osmar Dias. (L.D)

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