''Ele passa bem'' e pode trabalhar, diz médico
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terça-feira, 16 de janeiro de 2001
Jô Pasquatto Agência Estado De São Paulo 
O infectologista David Uip afirmou ontem que não há impedimento para que o governador Mário Covas permaneça no cargo, apesar da confirmação do câncer na meninge. Almocei com ele hoje e está normal, passa bem, disse Uip. Na opinião de Uip, o afastamento ou não de Covas não deve ser objeto da discussão agora. Existem algumas coisas, como o prognóstico, que eu acho que são atrocidade agente ficar discutindo, disse. Ele reafirmou que as falhas de fala apresentadas por Covas na última semana foram causadas pela injeção de remédios muito fortes. Esses medicamentos foram tomados para a dor de cabeça surgida em dezembro, causada pelo aumento da pressão intracraniana.
Essa hipertensão, diagnosticada na sexta-feira, continua sendo tratada com Dexametasona (corticóide). Uip disse ainda que, agora, só voltará ao Palácio dos Bandeirantes quando for chamado. Ele ressaltou que não pretende limitar as atividades do governador.
O tratamento de imunoterapia continua suspenso porque, de acordo com o médico oncologista Ricardo Brentani, o processo não atravessa a barreira hemato-encefálica não consegue atingir o cérebro nem a medula e, portanto, não teria nenhum efeito. Entre as alternativas de tratamento podem ser adotadas a quimioterapia, a quimioterapia localizada e radioterapia. Brentani afirmou que, antes de definir o novo tratamento, deseja rever os exames realizados até o momento e discutir com o governador as opções. A nova terapia deve ser definida nos próximos 15 dias.


