'Ele fez bem em divulgar os nomes'
O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Gil Guerra, acha que o deputado Fábio Camargo ''fez bem'' em divulgar os nomes, pois assim não atinge mais ''genericamente'' todo o magistrado paranaense. ''Nós apenas somos contra o teor generalista da CPI. Se o deputado tem notícia de fato criminoso, a Amapar tem o maior interesse de que seja investigado. Não temos interesse que permaneça entre nós pessoas envolvidas em falcatruas'', afirma.
Guerra explica que não cabe à associação investigar as denúncias, que devem ser encaminhadas para os órgãos competentes, como a polícia. Ele rechaçou uma afirmação do parlamentar de que o mandado de segurança que deu origem à liminar estaria pronto há 20 dias, mas só foi protocolado quando o nome de uma das famílias foi envolvido nas denúncias. ''Nós não estamos agindo sob encomenda. Essa é uma acusação leviana. A demora foi o tempo necessário para o nosso advogado compor a petição.''
O presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni, informou que já pediu à Procuradoria Geral da Casa para estudar quais medidas poderão ser tomadas a fim de retomar os trabalhos da CPI. Ele disse que não viu nenhuma atitude da comissão que pudesse prejudicar o Judiciário. ''Quem não tem nada a esconder, não tem porque se preocupar.''
O TJ-PR não quis comentar as denúncias de Camargo. Um dos juízes citados pelo parlamentar informou, em nota, que irá requerer cópia do pronunciamento do deputado para, só depois de conhecer o teor das acusações, decidir que medidas judiciais tomará caso se verifique ''manifestações inverídicas''. (M.R.M.)





