Ele deve se apresentar à polícia, diz Gleisi sobre ex-assessor
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A ministra Gleisi Hoffmann (PT), chefe da Casa Civil da República, afirmou ontem que não tinha conhecimento da denúncia na Justiça contra seu ex-assessor Eduardo André Gaievski, citado em processo de estupro de vulnerável (nos casos em que a vítima tem menos de dezoito anos de idade). "Eu acho essa situação lamentável. Eu fiquei muito chocada", disse a petista em entrevista concedida à blogueira Joice Hasselman, de Curitiba. O áudio foi disponibilizado na internet pela jornalista.
"Crime de estupro é o mais deplorável, não é apenas um ato de violência. Atenta a dignidade, a condição de ser humano. Com uma criança, então, é repulsivo. Eu lutei a minha vida toda contra a violência contra as mulheres e as crianças", analisou Gleisi. Ex-prefeito de Realeza, Gaievski dirigiu o município de 2005 a 2012 e, desde 24 de janeiro, era assessor comissionado da ministra em Brasília. "Se de fato isso aconteceu, o Eduardo deve muitas explicações", afirmou.
Gleisi contou que o governo federal, antes de contratá-lo, pesquisou queixas contra ele mas não encontrou nada por conta da investigação tramitar em segredo de Justiça. "É natural que coloquem meu nome ligado ao caso, disso não adianta eu falar. Lamento essa tentativa de fazer ligação política. Vou ajudar nas investigações e as informações que nós temos estão disponíveis. Se ele alega inocência, deve se apresentar à polícia", comentou a ministra.
A denúncia contra Gaievski foi feita em 2009. Ele chegou a ser investigado pelo Gaeco de Foz do Iguaçu (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, que reúne o Ministério Público, Polícia Civil e Militar) e a quebra de sigilo telefônico foi confirmada pela Justiça de Realeza. Antes do mandado de prisão preventiva expedido na sexta-feira, Gaievski disse que era perseguido politicamente. Até o fechamento, ele continuava foragido da polícia.


