Ela nunca foi fantasma, diz Gouvea
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Condenado por improbidade administrativa pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, o ex-vereador Rodrigo Gouvea (PTC) se diz injustiçado. Conforme a FOLHA noticiou ontem, a decisão judicial determina que Gouvea e a comissionada nomeada por ele, Maria Aparecida Vieira, façam o ressarcimento dos salários pagos a ela. A condenação também gerou perda de função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público. Segundo a denúncia, Maria recebia os salários mesmo sem ir à Câmara de Vereadores. Ele disse que vai recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná contra a sentença.
"Ela nunca foi fantasma, tem testemunhas afirmando que viam a Maria dando expediente na Câmara e ainda sou condenado. O desgaste que eu e minha família sofremos com isso é muito grande", lamentou Gouvea, que hoje trabalha como vendedor, depois de ter tentado a reeleição em 2012. Ele reconheceu que a funcionária não ficava o tempo todo na Casa. "Se o assessor vem para um atendimento comigo, à noite, no bairro, não tem como pagar hora extra ou registrar isso."
O advogado do ex-vereador, Guilherme Gonçalves, confirmou que até aquele ano de 2009 não havia no regimento a proibição de trabalho externo dos comissionados. "O regimento permitia esse tipo de trabalho. Ela fazia relatórios dos atendimentos feitos nos bairros e apresentava no gabinete, ao vereador, tem testemunhas que falam isso no processo." Para o advogado, a condenação que Gouvea sofreu na área criminal, sobre o mesmo fato, "prejudicou a absolvição neste caso (na área cível)".
Falando em "interesses externos", Gonçalves deve fundamentar na defesa junto ao TJ um depoimento dado no processo penal em que uma testemunha de acusação teria afirmado que houve oferta de dinheiro para que denunciasse Gouvea. "Por causa deste caso, o Gouvea enfrentou um processo de cassação na Câmara de Vereadores e foi absolvido. Nesta acusação ocorreu uma distorção do ponto de vista do Direito, afinal, é ele quem está tendo que provar que a funcionária era fantasma, quando na verdade quem acusa é que deveria fazê-lo."


