Curitiba - Inicialmente, os investimentos previstos na UEG eram de US$ 300 milhões para uma capacidade de produção de 440 mw/h. Com a compra do UPGN passou para US$ 313 milhões com capacidade de produção de 484 mw/h. Outro detalhe que chamou a atenção dos parlamentares foi o pagamento de um seguro para a UEG no valor de US$ 15 milhões. De acordo com o contrato, o seguro deveria ser pago por todos os sócios e de forma parcelada. Novak não soube explicar a negociação, mas foi a Copel quem ficou com a conta. Ele disse apenas que a diretoria interna da Copel é que decidia sobre esses assuntos. ''Houve uma irresponsabilidade sem precedentes por parte da Copel. Todo o prejuízo era dela. O lucro era da El Paso'', complementou Isfer.
Outros itens dos contratos, como a divisão do lucro corrigido pelo Índice Geral de Preços (IGP) para a Copel e a Petrobras e pelo dólar para a El Paso, foram levantados e não explicados por Novak. ''Os contratos são completamente desequilibrados'', analisou Iensen, ao demonstrar que a própria Copel chegou a detectar erro no cálculo do valor da tarifa básica de energia a ser comprada. Apesar de verificar o erro, a Copel não questionou a UEG.
Outros recursos no valor de R$ 86,8 milhões que foram repassados da Copel para a UEG foram questionados pelos parlamentares. A Folha ligou para a casa de Ingo Hubert, em Curitiba, mas não conseguiu contato. Ricardo Portugal foi procurado, mas não retornou as ligações.(L.P.)

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