EJ manda documentos ao Senado
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quarta-feira, 16 de agosto de 2000
Agência Folha De Brasília 
O advogado José Gerardo Grossi, que representa o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge, entregou ontem à subcomissão do Senado documentos com informações do seu cliente e da mulher dele, Lídice, que são protegidas pelos sigilos bancário, fiscal e telefônico. O pacote é o mesmo que foi entregue espontaneamente ao Ministério Público e que foi considerado pelos procuradores da República insuficiente para a investigação.
Estão entre os documentos o saldo bancário da conta de Eduardo Jorge em uma agência do CityBank do exterior: US$ 70 mil, segundo Grossi, atualizando o valor declarado no Imposto de Renda do ex-assessor (US$ 40 mil). Não há extrato dessa conta, porque ele ainda não foi enviado pelo banco, segundo Grossi.
Constam também extratos bancários de movimentações de contas no BB, na CEF, no Unibanco, no Banco Fiat e no Banco do Estado de Minas Gerais (período de janeiro de 1995 a abril de 98).
Foram entregues também declarações de rendimento de EJ e de sua mulher relativas aos anos base de 94, 95, 96, 97 e 98. Há também informações sobre telefonemas dados e recebidos por todos os telefones da casa de Eduardo Jorge de janeiro de 95 a abril de 98.
Não há registro dos telefonemas feitos e recebidos pelos telefones do Planalto, já que eles não pertencem a EJ e as informações foram encaminhadas à subcomissão a partir da quebra espontânea do seu sigilo.
A subcomissão não pode revelar as informações porque elas continuam protegidas pelo sigilo, que foi transferido por EJ aos senadores.
No pacote ainda estão contratos de empresas ou sociedades civis de que EJ participa ou tenha participado. Há também, segundo o advogado, um jogo de documentos mostrando a origem dos recursos com os quais o requerente adquiriu um apartamento no Rio.


