Egito defende Estado Palestino
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de junho de 2002
Das agências 
Washington - A violência no Oriente Médio continuará até que seja posto em prática um plano apoiado pelos Estados Unidos que considere a criação de um Estado Palestino, disse o presidente do Egito, Hosni Mubarak, em uma entrevista publicada ontem no jornal The Washington Post.
A violência não acabará na Palestina da noite para o dia, afirmou Mubarak na Blair House, a residência onde ficam os líderes que visitam Washington. Estamos tratando de seres humanos que não podem trabalhar, cujas casas estão destruídas. Que se pode esperar deles? A única forma de deter esse processo é dar esperança a esta gente, acrescentou.
Mubarak, que está em Camp David para se encontrar com o presidente George W. Bush, é o último de uma série de líderes árabes que pediram ao presidente americano para determinar um prazo para resolver a crise no Oriente Médio entre israelenses e palestinos.
O presidente egípcio havia se reunido com o secretário de Estado, Colin Powell, na Blair House na sexta-feira antes de partir para a residência presidencial de Camp David, em Maryland, onde conversou com Bush à noite e durante o dia de ontem.
Para que as conversas continuem, disse Mubarak, deve haver alguma flexibilidade do lado israelense, como, por exemplo, a retirada das tropas da Cisjordânia. Apenas os Estados Unidos têm o peso necessário para assegurar que essas condições serão cumpridas.
O papel do Egito, e principalmente o dos Estados Unidos como ator central do processo de paz, é ajudar as partes a retomar as negociações e pôr fim à violência, concluiu Mubarak.
Agressão - A Liga Árabe condenou ontem a agressão israelense nos territórios palestinos e acusou Israel de rejeitar a iniciativa árabe de paz para o Oriente Médio.
Em um comunicado divulgado depois de uma reunião emergencial no Cairo, a Liga Árabe acusou Israel de continuar aplicando uma política de castigo em massa contra os palestinos e de menosprezo aos locais santos islâmicos e cristãos nos territórios ocupados.
A Liga pediu ao Conselho de Segurança da ONU que aja para proteger o povo palestino e reiterou o apoio à resistência legítima contra a ocupação israelense.


