O futuro secretário de Estado da Fazenda, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), já traça estratégias para conferir mais eficiência à arrecadação do ICMS. Segundo Hauly, o Paraná deixa de arrecadar R$ 1 bilhão por ano com o imposto e que está abaixo da média nacional de arrecadação, mesmo sendo a quinta economia do país e o sexto Estado mais populoso da federação, com mais de 10,4 milhões de pessoas. ‘‘Um dado macro preocupante que estudo é que a arrecadação nacional do ICMS, somado com as transferências do Fundo de Participação dos Estados, é que o Paraná tem uma arrecadação menor do que a média nacional. Isso significa, no mínimo, R$ 1 bilhão a menos. Temos uma arrecadação menor do que a média de arrecadação per capita do país’’, observou o tucano. Para Hauly, o primeiro passo é descobrir a fonte do problema. ‘‘O Paraná tem praticamente 6% do PIB e tem arrecadação menor por quê? O Estado não consegue acompanhar o desenvolvimento econômico nacional por quê?’’, complementou. Hauly disse que uma de suas principais metas na Fazenda será justamente tentar dar mais eficiência na arrecadação do ICMS, o que não significaria necessariamente alterações nos percentuais praticados atualmente. Ele apontou que a primeira medida é reunir os diversos setores da economia e negociar onde se pode avançar. Melhorar a arrecadação é fundamental também para cobrir parte do deficit de R$ 1,5 bilhão que a equipe de transição afirma que será herdado pelo governador Beto Richa (PSDB) e que, segundo o futuro secretário de Fazenda, pode ser até três vezes maior.


● Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços em que cada Estado possui autonomia para estabelecer suas próprias regras de cobrança

● O Produto Interno Bruto representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado

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