Efeito cascata nos Estados e municípios
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
<br> Rodrigo Lopes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Questionado sobre o efeito cascata que a decisão de ontem terá, aumentando também os salários dos deputados estaduais, o presidente da Assembléia Hermas Brandão (PSDB) disse que não há como fugir do reajuste. ''Ele é automático'', explicou. Alegando não ter conhecimento da decisão do Congresso Nacional, Brandão não quis estimar quanto o reajuste vai representar para o Legislativo estadual. Lembrou apenas que o salário dos deputados estaduais pode atingir no máximo 75% do vencimentos dos deputados federais, que passarão a receber R$ 24,5 mil a partir do ano que vem.
Alguns dos deputados estaduais paranaenses que no próximo ano vão assumir cadeiras na Câmara Federal comentaram ontem o aumento de salários definido pelo Congresso. Todos se mostraram contrários ao reajuste de quase 100% nos vencimentos, mas alguns defenderam que o aumento deveria ter seguido o índice da inflação dos últimos quatro anos.
No segundo grupo estão os petistas André Vargas e Angelo Vanhoni. Vargas declarou estranhar as reações contrárias. ''A gente não viu essa mesma ferocidade contra o Ministério Público'', disse, referindo-se ao recente reajuste proposto pelos promotores.
Para Ratinho Junior (PPS), o reajuste ''é uma vergonha para o Congresso''. ''Mostra uma falta de bom senso e é por isso que a população é descrente com as autoridades'', declarou. Opinião parecida tem o senador reeleito Alvaro Dias (PSDB), que ontem fez uma visita à Assembléia Legislativa. ''Sou contra discutir esse assunto em um momento em que o Congresso está no chão, em meio a escândalos. Trazer este tema agora é desacreditar ainda mais o Congresso, que já está com a imagem destruída'', opinou.


