Até o encerramento do ano legislativo, Câmara e Senado também terão uma agenda grande. Além do novo Imposto Territorial Rural (ITR), a pauta de votações incluirá uma emenda constitucional que cria um imposto sobre combustíveis líquidos e gasosos, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), projetos que criam a Política Nacional de Drogas e a Comissão Permanente da Amazônia, e a proposta que trata da indenização de militares e civis mortos no País durante o período da repressão política.
Em relação as denúncias de corrupção, o empresário Olacyr de Moraes disse ser ‘‘uma piada’’ a denúncia do deputado federal Paulo Cordeiro (PPB-PR) de que a empreiteira Constran, de sua propriedade, teria sido favorecida por uma emenda superfaturada no valor de R$ 600 milhões. ‘‘Nunca ouvi falar, não existe essa emenda’’, afirmou Olacyr. Há seis anos a Constran está construindo uma ponte rodo-ferroviária de 2,6 quilômetros na divisa de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. A obra, que vai permitir que os trens da Fepasa e da Ferronorte circulem pelos dois Estados, é uma das mais caras em execução no país. Com um custo de R$ 253,8 mil por metro linear, a previsão oficial é que até a conclusão da ponte serão gastos R$ 660 milhões dos cofres públicos.
‘‘Em seis anos, soma R$ 60 milhões o que recebemos da União pelo contrato dessa ponte’’, disse o empresário. Olacyr nega ter recebido qualquer tipo de favorecimento, reclama de atrasos nos pagamentos do governo e atribui a denúncia ‘‘a alguém que está querendo tumultuar o processo’’.
‘‘Nós nunca fomos beneficiados, pelo contário, fomos prejudicados’’, afirmou. Segundo ele, a Constran tem pelo menos R$ 20 milhões a receber pela obra da ponte rodo-ferroviária. Olacyr disse que para 1997 o governo federal destinou R$ 170 milhões e a previsão é concluir a ponte em 1998.

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