Educação e saúde são prioridades, diz ministro
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domingo, 12 de dezembro de 2004
Folhapress 
Brasília - O governo vai priorizar, em 2005, medidas que se traduzem na viabilização do desenvolvimento econômico e no financiamento de investimentos e projetos de infra-estrutura. ''Esse é o maior desafio para o próximo ano'', disse o ministro José Dirceu (casa Civil) ontem em Brasília, ao relatar os principais pontos discutidos na reunião ministerial.
As medidas para melhorar o atendimento da saúde, previdência, o acesso à educação de ensino médio e profissionalizante e o combate à corrupção também estão entre os pontos prioritários do governo. As ações de cada ministério, segundo Dirceu, serão detalhadas de forma mais efetiva na próxima semana.
Dirceu indicou que a condução da política econômica seguirá do mesmo jeito, dando prioridade à estabilidade, à responsabilidade fiscal e ao controle da inflação. Sem isso, para o ministro, não há desenvolvimento. ''Não há porque mudar a política econômica. Não há porque mudar o superávit primário'', afirmou. A meta de superávit primário (receitas menos as despesas, excluindo os gastos com juros) para 2005 é de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto).
O ministro destacou também que é necessário segurança jurídica para melhorar o ambiente de investimentos e reduzir impostos. ''O governo já retirou os impostos da cesta básica, mas vai acelerar a desoneração do consumo popular, e não só da produção'', disse. ''Se nós não avançarmos nos investimentos tanto do governo como da iniciativa privada, certamente o crescimento que o país pode ter nós não alcançaremos''.
O ministro José Dirceu garantiu que a área de educação terá no próximo ano R$ 1,7 bilhão. Além disso, afirmou que o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social terá 25% a mais de recursos em 2005.


